Em cenários de instabilidade econômica, empresas e consumidores tendem a priorizar soluções ligadas a necessidades contínuas e previsíveis, o que impacta diretamente a performance dos diferentes modelos de negócio. No franchising, redes voltadas a demandas permanentes do dia a dia ganham protagonismo por operarem com baixa sazonalidade, alta recorrência e menor exposição às oscilações do consumo não essencial, ou seja, aqueles que podem ser adiados ou cortados quando a renda aperta, características que contribuem para maior estabilidade mesmo em contextos desafiadores.
Esse movimento se reflete nos números do setor. Em 2025, o faturamento do mercado brasileiro de franquias alcançou R$ 293,5 bilhões, com crescimento expressivo em segmentos como limpeza e conservação (+14,5%), saúde e beleza (+13,1%) e alimentação (+12,7%), segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). O desempenho ocorre em um ambiente ainda marcado por juros elevados e pressões inflacionárias, com projeções indicando que o IPCA deve ficar em torno de 4,2% em 2026, cenário que reforça a busca por modelos de negócio mais previsíveis, estruturados e com demanda contínua.
É nesse contexto que a Maria Brasileira, rede de franquias de serviços de limpeza residencial e empresarial, se consolida como um case representativo do setor. Com atuação nacional, a marca opera em um segmento diretamente ligado à rotina das famílias e à operação das empresas, uma característica que sustenta a demanda mesmo em cenários de retração econômica. A rede realiza mais de 1 milhão de atendimentos por ano, número que evidencia a recorrência do serviço e a previsibilidade de receita do modelo. Na prática, a resiliência está na natureza da atividade: limpeza é uma necessidade contínua, que pode sofrer ajustes de frequência, mas dificilmente é eliminada do orçamento. “Serviços essenciais não deixam de existir em períodos de crise. O que acontece é uma transformação na forma como o cliente avalia, compara e valoriza fatores como qualidade, confiança e padronização”, afirma o CEO, Felipe Buranello.
A estrutura operacional enxuta e o modelo de franquia voltado a serviços recorrentes também ampliam a capacidade de adaptação da rede. “Franquias de serviços permitem ajustes rápidos na gestão e na operação, sem comprometer a entrega ao cliente, o que é fundamental em cenários de maior incerteza”, destaca Buranello.
Mesmo diante de um ambiente econômico mais cauteloso, a Maria Brasileira mantém uma estratégia de crescimento consistente para 2026. A rede projeta a abertura de 56 novas unidades e um faturamento de R$ 228,5 milhões, com um plano de expansão que abrange especialmente as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O modelo também tem apresentado desempenho expressivo em cidades de até 50 mil habitantes, um ecossistema presente em larga escala no país e que vem se mostrando altamente aderente à proposta da marca.
“Temos observado que a excelência do nosso modelo de negócio se adapta e lidera mercados de diferentes portes, inclusive em municípios menores, onde a demanda por serviços profissionais cresce de forma consistente”, conclui o CEO.






