Calçados Bibi transforma cultura organizacional em estratégia para crescer e atravessar gerações

Com mais de 77 anos de história, companhia fortalece desenvolvimento de talentos, proximidade entre lideranças e equipes e formação de jovens para preparar os próximos capítulos do negócio

Em empresas familiares, a preservação da cultura organizacional associada à profissionalização da gestão é um fator determinante para a continuidade do negócio. Na Calçados Bibi, rede especializada em calçados infantis com mais de 77 anos de atuação, a estratégia de governança baseia-se em pilares como comunicação interna, reconhecimento de equipes e formação de mão de obra.

Atualmente sob a gestão da terceira geração da família fundadora, a companhia conta com duas unidades industriais, em Parobé (RS) e Cruz das Almas (BA), 150 lojas franqueadas no Brasil, operações licenciadas na América Latina e África, além de atuação nos canais multimarca e de exportação.

Ações de comunicação e transparência interna

A estrutura de gestão de pessoas da empresa abrange dinâmicas periódicas de interação entre a liderança executiva e os colaboradores:

  • Diálogo direto: O programa “Café com o Presidente”, realizado mensalmente, reúne a liderança e funcionários de diferentes áreas para a troca de percepções sobre as operações.
  • Transparência de dados: A cada mês, a empresa compartilha os resultados financeiros com o quadro de funcionários, apresentando os indicadores do período e do ano acumulado.

Retenção e formação de profissionais

Para a manutenção do conhecimento corporativo e atração de novos talentos, a franqueadora adota programas focados em diferentes etapas da carreira:

  • Reconhecimento: A iniciativa “Celebra Bibi” realiza homenagens semanais a aniversariantes e premia colaboradores por tempo de casa, marcando intervalos de 5, 10, 20, 30 e 40 anos de serviços prestados.
  • Qualificação profissional: Em parceria com o Senai, o programa “Fábrica de Talentos” capacita jovens de 16 a 21 anos da rede pública de ensino. O projeto abrange conteúdos técnicos da indústria fabril, ética e cidadania, registrando mais de 900 participantes e taxa média de efetivação de 52% (56% na unidade da Bahia e 46% no Rio Grande do Sul).

Com conselho consultivo ativo e controle familiar mantido, a rede busca equilibrar processos estruturados de governança com as demandas de expansão e adaptação ao mercado.