O pastel, tradicionalmente ligado às feiras livres e ao comércio de rua, vem passando por um processo de estruturação operacional no franchising brasileiro. A transformação acompanha projeções internacionais para o segmento de pastelaria, estimado em US$ 71,8 bilhões até 2028, segundo levantamento da Mordor Intelligence.
A movimentação ocorre em um cenário de alta no consumo de alimentos fora do lar, formato que responde por 53% do faturamento da indústria de alimentação e bebidas no país, de acordo com dados do painel da Kantar.
Nesse contexto, marcas como o Pastel do Bairro surgem com propostas voltadas à padronização do produto e otimização dos processos de atendimento e entrega. A rede recebeu R$ 500 mil em investimentos dos sócios Marco Lisboa, Pedro Afonso e Pedro Francisco para o desenvolvimento da unidade piloto e formatação do modelo de negócio, projetando comercializar 20 unidades e alcançar R$ 5 milhões em faturamento institucional no primeiro ano de expansão.
Para garantir eficiência operacional e escala, o formato aposta em cardápios enxutos para controle de desperdício, insumos padronizados, como o uso de óleo de algodão puro, e suporte tecnológico. A operação inclui totens de autoatendimento integrados à cozinha e embalagens térmicas voltadas à preservação do produto no canal de delivery.
Segundo Marco Lisboa, CEO do Pastel do Bairro, a consolidação desse modelo busca unir a aceitação do produto junto ao público à engenharia de processos, viabilizando unidades com margens competitivas dentro do setor de alimentação.






