10 Passos para uma Gestão de Excelência no Século XXI

Publicado em 25/06/2019 por Imprensa

Por Lucas Atanazio Vetorasso — CEO do Grupo ATNZO, aos 34 anos, o jovem estrategista ultrapassa o número de 1000 franquias na conta.

Como já disse antes, não há fórmulas mágicas para o sucesso. Ele vem com muito trabalho, mas vem também com inteligência, percepção e, principalmente, com o entendimento de pessoas. Aqui separei alguns tópicos que fazem parte de uma gestão de excelência.

Pensamento Sistêmico – É de extrema importância que haja o entendimento das relações de interdependência entre os diversos componentes de uma empresa. Hoje, usamos muito a palavra “holística”. A palavra holístico foi criada a partir do termo holos, que em grego significa "todo" ou "inteiro". O holismo é um conceito criado por Jan Christiaan Smuts em 1926, que o descreveu como a "tendência da natureza de usar a evolução criativa para formar um "todo" que é maior do que a soma das suas partes". Nos negócios, é basicamente assim. O motor é composto por várias engrenagens que precisam de cuidados o tempo todo.

Organização – Para a busca e, principalmente, o alcance de um novo patamar de conhecimento, deve-se levar em conta a necessidade de percepção, reflexão, avaliação e compartilhamento de experiências. Sabe aquela história de se “pensar fora da caixa”. Pois bem, o empresário de sucesso, deve ficar atento a todos. Quem tem chefe é índio, ser líder é direcionar, mas, principalmente, ouvir as várias percepções de sua equipe.

Cultura de inovação – Há alguns – vários – anos, as melhores empresas pra se trabalhar eram as que mais remuneravam. Hoje, o foco no intangível está enraizado no novo caráter de sociedade. Sendo assim, o líder deve promover um ambiente favorável à criatividade, experimentação e implementação de novas idéias que possam gerar um diferencial competitivo para a organização. Nem sempre virá dele. No segmento de Franchising, meu ramo de atuação, vemos isto acontecer rotineiramente. Franqueados sugerem inovações à rede, que se pensar com flexibilidade, realiza a experimentação. Dando certo, a estratégia é passada para toda a rede. Para isso, flexibilidade é tudo.

Constância de propósitos – A atuação de forma aberta, democrática, inspiradora e motivadora das pessoas, sim, sempre com foco nas pessoas, não é fácil de ser realizada. Mas para que haja crescimento real dentro de sua empresa, o foco deve ser baseado em três tipos de crescimento: Profissional, Pessoal e Financeiro. Pessoal? Sim, evidentemente. Quem não sabe pra onde vai, qualquer caminho vale. Se seus colaboradores entenderem os propósitos da empresa, não agirão apenas como “colhedores de cenouras”, como ilustra bem o filósofo Clóvis de Barros Filho. As relações de crescimento devem ser tangíveis e intangíveis e, cada vitória, deve ser comemorada em conjunto.

Visão de futuro – Ainda sobre a visão. O capitão tem que ser forte, decidido. As pessoas seguem pelo exemplo. Não adianta ter uma política comercial maravilhosa, textos de missão, visão e valores, escritos por letrados docentes. A visão do futuro deve estar enraizada em sua empresa, já que afetam todo o sistema de trabalho.

Geração de valor – Preço e valor são coisas distintas. Se você quer alcançar de resultados consistentes, assegurando a perenidade da organização, isso deve ser feito pelo aumento de valores tangíveis e intangíveis. Pergunte-se sempre: “o que minha empresa oferece, que o dinheiro não pode comprar?”.

Valorização das pessoas – Sim, sempre pessoas. As relações com as pessoas devem ser primorosas, criando condições para que elas se realizem profissionalmente e humanamente, maximizando seu desempenho por meio do comprometimento, desenvolvimento de competências e espaço para empreender. Sim, empreender. Colaboradores satisfeitos fazem mais do que estão sendo “pagos pra fazer”.

Conhecendo o cliente, conhece-se o mercado – Entender seu público-alvo é o básico para qualquer empresa, pequena, média ou grande, que queira alcançar sucesso. Não há diferencial competitivo em uma empresa só por preço ou produto. Há necessidade de ir na raiz. A geração de valor está diretamente ligada ao conhecimento do mercado. Se você conhece as necessidades dos clientes de seu nicho, conseguirá supri-las em uma demanda maior e com qualidade ímpar.

Parcerias – Uma boa gestão não acontece de maneira solo. A parceria com outras empresas é essencial e saudável para a movimentação do mercado local. Aquela velha história de indicação acaba formando uma teia de negócios e, pode ter certeza, que os benefícios serão recíprocos.

Responsabilidade social – Muito se fala em ética e transparência. A cada 10 textos de missão, visão e valores, 09 usarão essas palavras. Mas o que faz de uma empresa socialmente responsável? O conceito de responsabilidade social empresarial ou RSE representa o compromisso das empresas com a sociedade, para além da geração de empregos, impostos e lucros. Sob esse ponto de vista, as empresas têm o dever de compatibilizar seus objetivos com o desenvolvimento sustentável, preservando recursos ambientais, respeitando a diversidade e promovendo a redução da desigualdade social.

Bom, estas são apenas algumas dicas que apliquei e aprimorei durante os anos a frente de negócios. Há, eu sei, tantas outras variáveis para que se faça uma gestão de excelência que seria necessário um livro e não artigo para bem representa-la. Mas a ideia é que desperte um pouco mais de interesse em você, caro empreendedor, no aprimoramento de suas habilidades.

Até a próxima

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Palavras-chaves: Gestão de franquias