A troca de experiências entre o mercado brasileiro e o japonês para acelerar a modernização da construção civil foi tema do Seminário Japão–Brasil sobre Habitação, Edificação e Desenvolvimento Urbano, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em São Paulo. O encontro reuniu representantes da indústria, especialistas e executivos dos dois países para discutir produtividade, sustentabilidade, inovação tecnológica e soluções urbanas.
A programação contou com apresentações de empresas japonesas, como Kajima Corporation e Daiwa House Industry, além da participação do arquiteto Kengo Kuma, reconhecido por projetos focados em arquitetura sustentável. Entre as empresas brasileiras presentes esteve a iBUILD, especializada em soluções para a industrialização da construção civil.
Desafios de produtividade e mercado global
Durante o seminário, especialistas ressaltaram que a adoção de processos construtivos industrializados tem sido uma das principais alternativas para enfrentar gargalos históricos do setor, como a baixa produtividade, a escassez de mão de obra qualificada e a necessidade de reduzir resíduos nos canteiros de obras.
Para a iBUILD, o intercâmbio de práticas com o mercado japonês aponta para uma consolidação dos sistemas pré-fabricados e industrializados no Brasil, migrando de uma tendência de inovação para uma exigência de eficiência operacional e previsibilidade de custos.
“A industrialização não é apenas uma inovação tecnológica; ela representa uma mudança de mentalidade que impacta produtividade, qualidade, previsibilidade e sustentabilidade em toda a cadeia da construção. O Japão desenvolveu modelos eficientes e eventos como esse mostram que o Brasil também evolui na aplicação dessas tecnologias” — destaca Diego Vaz, CEO da iBUILD.
Sustentabilidade e déficit habitacional
A cooperação entre os dois países também abordou o uso da tecnologia para responder a desafios socioambientais e demandas por infraestrutura. A aplicação de metodologias industrializadas visa proporcionar maior controle de qualidade, redução de prazos de entrega e menor emissão de carbono ao longo do ciclo de vida dos empreendimentos.Segundo a executiva da empresa, a integração de planejamento, digitalização e novos sistemas construtivos tende a ganhar espaço nos próximos anos como pauta central para o desenvolvimento urbano e a competitividade do setor no país.






