Com saúde financeira em dia, Loungerie mira mercado de R$ 21 bilhões com novo posicionamento de marca

Reposicionamento amplia o mercado endereçável da rede de moda íntima de R$ 14 bilhões para R$ 21 bilhões; movimento vem após redução de 51% na dívida em 15 meses

Após passar por um período de 15 meses de readequação operacional, a Loungerie apresentou um plano de reposicionamento de marca com o objetivo de ampliar seu mercado endereçável de R$ 14 bilhões para R$ 21 bilhões. A rede de moda íntima feminina estabeleceu como meta dobrar seu faturamento nos próximos quatro anos.

Durante o processo de ajuste interno, a empresa obteve uma redução de 51% no passivo financeiro. As medidas incluíram a readequação dos estoques para priorizar produtos de maior giro — o que gerou um aumento de 46% na rotatividade —, a renegociação de prazos com fornecedores e a diminuição de cerca de 20% no ciclo de recebimento de clientes.

Reposicionamento e expansão de catálogo
Desenvolvido ao longo de nove meses em parceria com a consultoria FutureBrand, o projeto de rebranding envolveu entrevistas com mais de mil consumidoras. A nova identidade visual será implementada de forma gradual nos canais físicos e digitais, incluindo o lançamento de um novo e-commerce estruturado com funcionalidades como compra rápida por tamanho e montagem de conjuntos.

O planejamento de produtos prevê o lançamento de mais de 45 coleções até o final de 2026, um volume 50% superior ao praticado anteriormente. As categorias de pijamas e loungewear ganharão maior participação nas vendas, enquanto o segmento de lingerie permanece como o principal pilar do negócio.

Modelo de franquias e critérios de expansão
Atualmente, a rede conta com 121 pontos de venda, sendo 47 lojas próprias e 74 unidades franqueadas. O plano para 2026 prevê a abertura de três novas unidades.

Para a expansão do canal de franquias, a companhia concentrará os esforços no formato Box, voltado para operações de 40 a 60 metros quadrados. O investimento inicial estimado para esse modelo varia entre R$ 400 mil e R$ 500 mil.

De acordo com o CEO da empresa, Juliano Ohta, o avanço da rede será pautado pela seletividade na escolha de pontos comerciais e perfil de franqueados, priorizando a rentabilidade sobre a velocidade de abertura de lojas.