Engenheira e advogada deixam carreiras consolidadas para empreender no turismo e transformam paixão por viagens em negócio de sucesso

Franqueadas da TZ Viagens trocaram carreiras consolidadas para empreender em home office, conciliam maternidade com atendimento personalizado e mostram como a consultoria especializada segue ganhando espaço em um mercado cada vez mais digital

Trocar uma carreira consolidada por um mercado completamente novo exige coragem. Foi exatamente esse o caminho seguido por Uliane Martinez e Larissa Folador. Depois de mais de dez anos atuando como engenheira civil e advogada, respectivamente, elas decidiram transformar a paixão por viagens em profissão. Hoje, comandam uma franquia da TZ Viagens em Vitória (ES), operando em home office e atendendo clientes de todo o Brasil.

No caso de Uliane, a vontade de mudar começou durante um intercâmbio de um ano e meio na Austrália. Além de estudar inglês e cursar disciplinas de Engenharia Civil, ela aproveitou a experiência para conhecer diferentes destinos no país, além do Japão e de países do Sudeste Asiático. A partir dali, viajar deixou de ser apenas um hobby e passou a fazer parte do seu propósito. Hoje, ela já visitou 47 países.

Foi a paixão em comum por conhecer o mundo que aproximou ainda mais as duas amigas. Acostumadas a ajudar familiares e amigos a planejar viagens, elas perceberam que faziam muito mais do que reservar hotéis e passagens: construíam experiências. Quando Uliane encontrou o modelo da TZ Viagens, convidou Larissa para empreender ao seu lado. A ideia fez sentido imediatamente e, após uma série de pesquisas e conversas com a franqueadora, decidiram trocar duas carreiras consolidadas por um negócio próprio voltado à realização dos sonhos de outros viajantes.

“Foi uma transição muito consciente. Eu gostava da engenharia e construí uma carreira sólida, mas percebi que queria dedicar minha energia a algo que realmente me realizasse. Muitas habilidades que desenvolvi como engenheira, como planejamento, organização e atenção aos detalhes, continuam presentes no meu trabalho, agora na construção de experiências inesquecíveis para os clientes”, afirma Uliane.

A trajetória de Larissa também foi construída a partir da paixão por viajar, cultivada desde a infância. Filha de pais apaixonados por estrada, ela cresceu planejando viagens da família e, anos depois, organizou uma das últimas viagens do pai, para Foz do Iguaçu, uma lembrança que guarda com carinho. Quando Uliane apresentou a ideia de abrir uma franquia de turismo, enxergou ali a oportunidade de unir propósito e profissão.

“Sempre trabalhei diretamente com pessoas, tanto na advocacia quanto no serviço público. Hoje percebo que trouxe para o turismo exatamente esse cuidado, essa responsabilidade e atenção aos detalhes. Mais do que vender uma viagem, ajudamos a construir lembranças que vão acompanhar nossos passageiros por toda a vida”, destaca Larissa.

Ao pesquisarem modelos de negócio, as duas buscavam uma operação que oferecesse autonomia, mas também estrutura para crescer. Encontraram isso na TZ Viagens, principalmente pelo modelo multimarcas, que permite trabalhar com uma ampla rede de fornecedores, montar roteiros personalizados e oferecer soluções alinhadas ao perfil de cada cliente. Outro diferencial apontado pelas empresárias é a proximidade da franqueadora, com treinamentos frequentes e suporte jurídico, operacional e comercial.

Para Paulo Manuel, CEO da TZ Viagens, a história das franqueadas traduz uma das principais forças do modelo da rede: permitir que profissionais de diferentes trajetórias empreendam no turismo com estrutura, portfólio e suporte. “O turismo é um mercado movido por confiança. Quando uma franqueada une repertório de vida, conhecimento do cliente e uma rede multimarcas por trás, ela deixa de vender apenas uma viagem e passa a entregar segurança, curadoria e relacionamento”, afirma.

O modelo de trabalho em home office também se tornou um dos pilares do negócio. Além de atender clientes em diferentes estados e adaptar reuniões à rotina de cada passageiro, as duas conciliam a administração da empresa com a maternidade de crianças pequenas. A flexibilidade, segundo elas, amplia a disponibilidade para acompanhar o cliente antes, durante e depois da viagem.

Em um momento em que inteligência artificial, buscadores e plataformas de reserva permitem que qualquer pessoa monte um roteiro pela internet, Uliane e Larissa acreditam que a consultoria ganhou ainda mais importância. “Informação existe em abundância. O que faz diferença é saber transformar tudo isso em uma viagem personalizada, baseada na experiência de quem conhece os destinos e acompanha o cliente em toda a jornada”, explica Uliane. Larissa complementa: “A inteligência artificial é uma excelente ferramenta, mas nenhuma tecnologia substitui o suporte humano quando acontece um imprevisto durante a viagem. É nessa hora que o cliente percebe o valor de ter uma consultora ao lado.”

Segundo o executivo, a evolução da tecnologia está reposicionando, e não substituindo, o papel do agente de viagens. “A inteligência artificial democratizou o acesso à informação, mas também multiplicou as opções, o conteúdo e o ruído. E quanto maior é a oferta de informação, maior passa a ser a necessidade de curadoria, personalização e segurança para decidir. A inteligência artificial pode responder perguntas, mas não conhece o cliente, não compreende os seus sonhos nem assume a responsabilidade quando um imprevisto acontece. Viajar continua sendo uma decisão profundamente humana. O consultor transforma informação em confiança, opções em escolhas inteligentes e planejamento em tranquilidade. É isso que faz toda a diferença na experiência do viajante”, afirma Paulo Manuel.

Ao longo dos últimos anos, elas colecionam histórias que reforçam esse propósito. Entre elas está a viagem de um arquiteto que realizou o sonho de conhecer Japão e Singapura aos 60 anos, com direito a uma comemoração surpresa de aniversário organizada no topo do Marina Bay Sands. Outra experiência inesquecível envolveu uma família que participou de uma audiência no Vaticano e viu a pequena filha ser acolhida e abençoada pelo Papa, um momento inesperado que transformou uma viagem religiosa em uma lembrança para toda a vida.

Para as duas empreendedoras, é justamente esse cuidado que diferencia o trabalho. Cada roteiro é desenhado de forma exclusiva, considerando o perfil, os interesses e os sonhos de cada viajante. O atendimento continua durante toda a viagem e se estende até depois do retorno, quando muitos clientes recebem álbuns personalizados com registros da experiência. “A viagem não termina quando o passageiro desembarca. Ela continua nas memórias que ele leva para casa. Nosso maior objetivo é criar experiências que permaneçam vivas por muitos anos”, conclui Larissa.