Novo canal, aproximação com outros públicos e desenvolvimento de inovações. Essa é a estratégia da Royal Face, uma das maiores redes de estética facial e corporal do país, para atingir um faturamento de cerca de R$ 350 milhões em 2027.
Com mais de 250 clínicas em todo o País e 1,7 milhão de procedimentos já realizados, a rede, que faz parte da SMZTO (maior grupo de investimentos em franquias do Brasil), faturou quase R$ 300 milhões no ano passado e planeja um novo ciclo de crescimento com a chegada da nova CEO Claudia Abreu, executiva com mais de 20 anos de experiência nos mercados de beleza, varejo e franquias e com passagens em empresas como Mundo Verde, L’Oréal e Estée Lauder.
Para Claudia, “tratamentos estéticos deixaram de ser puramente funcionais e passaram a carregar também significados ligados à autoestima, bem-estar, identidade e estilo de vida saudável. Não vendemos apenas um serviço, mas um ‘como eu me enxergo’ e ‘como eu acredito que o mundo me enxerga’, movimento que amplia nosso potencial e que vamos buscar nos aprofundar nos próximos anos”.
A primeira novidade é o lançamento de um e-commerce próprio no site da rede que já está ativo. Neste mercado, até o momento, o mais comum eram clínicas apenas iniciarem a compra via canais digitais. Na Royal Face agora é possível adquirir vouchers para utilização em clínicas previamente selecionadas, já estando disponíveis os procedimentos mais vendidos. A rede projeta que, nos próximos dois anos, esse canal chegue a representar cerca de 10% de suas vendas.
Para o segundo semestre, a Royal Face trabalha em um serviço de assinatura na qual clientes possam adquirir um pacote de tratamentos por mês a um custo fixo. “Para se chegar a resultados mais representativos e naturais, muitas vezes, é necessário realizar algumas sessões e/ou combinar tratamentos. A assinatura vai facilitar esse processo e incentivar uma maior fidelização”, ressalta Claudia Abreu.
Novos públicos e inovações
Hoje, mais de 70% da base de clientes da Royal Face é composta por mulheres entre 45 e 65 anos. A rede, porém, vê espaço para acelerar a expansão em outros perfis, em um contexto em que a penetração de procedimentos estéticos não invasivos no Brasil ainda é inferior a 5%. Entre as tendências globais, ganha força a busca por protocolos regenerativos e preventivos por mulheres mais jovens, a partir dos 25 anos. “Muitas consumidoras já não esperam grandes sinais para buscar auxílio. Elas procuram cuidados mais precocemente para evitar intervenções invasivas e manter seu visual. Vamos dialogar mais com este público, apresentando as opções já existentes, como os bioestimuladores”, afirma a CEO da Royal Face.
Outros vetores importantes de crescimento são tratamentos para o corpo – segundo pesquisa da Opinion Box, 84% dos brasileiros pretendem fazer procedimentos estéticos – e a maior procura de serviços de beleza por homens. Para este público, a Royal Face já dispõe de procedimentos como o preenchedor de mandíbula, tratamentos capilares e até a aplicação de toxina botulínica, mas vai estudar ampliar seu portfólio e promoções para este perfil.
Na área de inovação, a Royal Face foi pioneira a comercializar no Brasil o Skinvive®, procedimento que utiliza ácido hialurônico modificado para oferecer hidratação profunda e duradoura à pele. Também em parceria com a indústria, desenvolveu um protocolo exclusivo para pernas assinado pela atriz e sócia da marca Flávia Alessandra, o Elegance, e um protocolo com foco em consumidoras que perderam peso rapidamente com o uso de canetas emagrecedoras, visando repor volume, restaurar firmeza e reduzir linhas de expressão. Por fim, para os próximos meses, a rede trabalha no desenvolvimento de um protocolo específico para o cuidado e revitalização da pele negra.






