Investimento sem fronteiras: novo perfil do franqueado de alimentação prioriza gestão e impulsiona expansão internacional

Modelo de gestão compartilhada permite investir no mercado externo com aporte de R$ 150 mil e sem necessidade de experiência em gastronomia ou mudança de país

O setor de franquias no Brasil encerrou o ano de 2025 com um faturamento recorde, ultrapassando a marca de R$ 301 bilhões, o que representa um crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). No epicentro desse avanço está o segmento de alimentação, que vem passando por uma metamorfose silenciosa, mas profunda. A figura do “dono de restaurante” que passa o dia na cozinha deu lugar a um novo perfil de empreendedor: o investidor focado em gestão, que busca segurança e rentabilidade acima de habilidades culinárias.

Acompanhando essa evolução, a rede Itália no Box apresenta um modelo de negócio que remove as principais barreiras de entrada para quem deseja diversificar o patrimônio no exterior. Através da gestão compartilhada, disponível inicialmente para as unidades da marca em Portugal, o investidor não precisa se envolver diretamente na operação diária. Com um aporte de R$ 150 mil, o empreendedor torna-se sócio de uma unidade, mas delega a complexidade do cotidiano para quem domina o setor.

Essa proposta surge como um divisor de águas para a rede e para o mercado. O modelo foi desenhado para atender o investidor contemporâneo, que valoriza a praticidade e a previsibilidade. Nele, a franqueadora assume a responsabilidade integral por todas as frentes do negócio, desde a montagem física da unidade e o marketing local até a captação de clientes e a gestão operacional das equipes. Em contrapartida, o investidor recebe mensalmente uma participação de até 12% sobre o faturamento bruto da unidade.

De acordo com Gabriel Alberti, sócio da Itália no Box, essa mudança de paradigma reflete uma maturidade do mercado brasileiro. “Percebemos que existe um público qualificado que deseja internacionalizar seus investimentos, mas que não tem o desejo de operar um restaurante ou mudar de país. Portugal é o nosso ponto de partida estratégico para mostrar que a gestão profissional e compartilhada é o caminho para quem busca rentabilidade com segurança, sem precisar ser um expert em gastronomia”, afirma Alberti.

O grande atrativo para o mercado de negócios é a possibilidade de internacionalização sem as dificuldades tradicionais de uma transição de carreira ou domicílio. A proposta permite que brasileiros garantam uma fonte de receita em moeda forte, mantendo sua rotina no Brasil. O conceito de gestão compartilhada resolve o dilema de quem deseja empreender remotamente, mas teme a falta de controle técnico em um mercado estrangeiro.

Ao descentralizar a operação e profissionalizar cada etapa do processo, o modelo facilita a escalabilidade. Para o investidor, o risco é mitigado pelo respaldo de uma rede já estruturada, que aplica processos testados e validados. É uma resposta empática às demandas de um público que tem capital e vontade de crescer, mas que não dispõe de tempo ou interesse em aprender os pormenores da cozinha profissional.

Em um cenário onde o tempo é o ativo mais escasso, a aposta reside na capacidade de oferecer soluções prontas. O foco deixa de ser apenas a entrega de um produto final ao consumidor e passa a ser a entrega de uma gestão eficiente ao parceiro de negócio, permitindo que o investidor se ocupe com o que realmente importa: a estratégia de crescimento do seu portfólio.