Intenção de consumo sobe 5,2% em outubro e atinge maior patamar desde julho de 2015

Publicado em 07/11/2016 por Imprensa

Segundo índice da Fecomércio, os itens relacionados a emprego e perspectiva de consumo apresentaram elevação no mês e no comparativo com outubro de 2015

Com a quarta alta consecutiva, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) atingiu 73,5 pontos em outubro, o maior patamar desde julho do ano passado. Em relação a setembro, o crescimento foi de 5,2% e no contraponto anual de 8%. O ICF é apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e varia de zero a 200 pontos, sendo que abaixo de 100 pontos significa insatisfação e acima de 100, satisfação em relação às condições de consumo.


Todos os sete itens da pesquisa registraram elevação, pelo segundo mês consecutivo, e o destaque foi a forte recuperação do item Perspectiva de Consumo que apontou aumento de 14,1%, passando de 59,6 pontos em setembro para 68,1 pontos em outubro, 41,2% acima do patamar registrado em outubro de 2015. Estas duas variações são as maiores já registradas para o item na série histórica, iniciada em 2010. No mesmo período do ano passado, 65% dos paulistanos estimavam um nível de consumo menor para sua família e para a população em geral tendo em vista os meses seguintes. Nesta última pesquisa, porém, o porcentual caiu para 52%, o que mostra que eles estão cada vez menos pessimistas.


Os paulistanos também melhoraram as expectativas quanto ao emprego. O item Perspectiva Profissional atingiu 109,3 pontos em outubro e é o único dos itens avaliados que está acima dos 100 pontos. O valor é 2,2% superior ao visto em setembro e 15,8% acima do mesmo mês de 2015. São 52% dos cidadãos da cidade de São Paulo que avaliam que o responsável pelo domicílio pode ter uma melhora profissional nos próximos seis meses. O item Emprego Atual está cada vez mais próximo de voltar à zona de satisfação, e em outubro alcançou 97,4 pontos, crescimento de 4,1% sobre o mês anterior e 3,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior.


Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, se a expectativa é de uma melhora no emprego e no consumo para os próximos meses, os paulistanos também estão reduzindo a restrição quanto ao momento de comprar produtos como geladeira, fogão, TV, entre outros que são mais vinculados ao crédito. O item Momento para Duráveis cresceu 7,8% na comparação mensal e 9,5% contra outubro de 2015, entretanto, o patamar ainda é muito baixo, de 48 pontos.


Para a Federação, esse comportamento segue a tendência verificada nos últimos meses em que os itens relacionados às expectativas tiveram elevações anuais mais significativas que os demais. De qualquer forma, nas questões atuais o quadro deixa de ser tão negativo. Um exemplo é o item Nível de Consumo Atual que chegou a atingir 35 pontos no final do primeiro semestre, o que pode ter sido o fundo do poço, e agora, em outubro, está com 40,6 pontos, alta de 4% na comparação com setembro, porém, 8,5% abaixo do visto no ano anterior. Mesmo assim ainda se coloca como o item com a pior avaliação no ICF no mês.


O aumento do ICF também pode ser explicado pelo crescimento da renda, sendo que o item Renda Atual teve elevação de 4,2% contra setembro e atingiu 81,5 pontos em outubro, muito próximo ao patamar visto no mesmo mês do ano passado, 80,9 pontos. Segundo a FecomercioSP, a inflação começa a ceder aos poucos o que contribui, mesmo que lentamente, para melhorar a impressão sobre o nível de renda, dando um leve alívio no orçamento doméstico.


O mesmo aconteceu com o item Acesso a Crédito, que ficou com pontuação similar à vista em outubro do ano passado. O indicador registrou 69,7 pontos em outubro, alta de 3,5% em relação a setembro e -0,8% no contraponto anual. Aos poucos os consumidores paulistanos vão encontrando menos dificuldade na obtenção de crédito para comprar a prazo o que é importante, principalmente, para aquisição de bens duráveis.


Na análise por renda, outubro foi o quarto mês seguido que as famílias com mais de dez salários mínimos estiveram menos insatisfeitas do que as famílias com renda abaixo deste valor. O índice de outubro foi de 77,1 pontos (alta mensal de 8,1%) para o primeiro grupo e 72,3 pontos (elevação de 4,1%) para o outro conjunto. Somente em dois meses, entre maio de 2013 e junho deste ano (38 meses), o índice das famílias com renda mais elevada estava acima do grupo com renda mais baixa.


Segundo a FecomercioSP, os resultados do ICF de outubro mostram, portanto, que os paulistanos estão, aos poucos, melhorando suas avaliações sobre suas condições econômicas e destacam que esta tendência positiva é similar as demais pesquisas da Entidade como o Índice de Confiança do Consumidor e o Índice de Confiança do Empresário do Comércio.


A Federação pondera que o fato do ICF subir não quer dizer, neste momento, que ocorrerá um aumento de consumo. Esses aumentos estão atrelados, principalmente, ao novo ambiente econômico e político em que se faz uma avaliação, mesmo que não seja positiva, mas que o pior já passou. Para a Entidade, os pontos fundamentais que farão uma reversão significativa no consumo são: emprego e renda. E isso só deve vir no próximo ano com o esperado aumento dos investimentos. Com a economia melhorando abre-se espaço também para o novo ciclo de queda dos juros, juntamente, com a expansão do crédito, fundamental, segundo a FecomercioSP, para estimular vendas no varejo de produtos mais caros como os duráveis.


Metodologia
O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) desde janeiro de 2010, com dados de 2,2 mil consumidores no município de São Paulo. O ICF é composto por sete itens: emprego atual; perspectiva profissional; renda atual; acesso ao crédito; nível de consumo atual; perspectiva de consumo e momento para duráveis. O índice vai de zero a 200 pontos, no qual abaixo de 100 pontos é considerado insatisfatório e acima de 100 pontos, satisfatório. O objetivo da pesquisa é ser um indicador antecedente de vendas do comércio, transformando-se, com base no ponto de vista dos consumidores e não no uso de modelos econométricos, em uma ferramenta poderosa para o varejo, fabricantes, consultorias e instituições financeiras.


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Palavras-chaves: Franquias, Crise Econômica, Pesquisas, Economia e Mercado