Rede de varejo projeta receita de R$265 milhões para 2026

Com preço limite de R$30,00 para itens que vão de vestuário a decoração, a franquia Prioridade 10 expecta chegar a 110 lojas em operação neste ano

Em um cenário de consumo cada vez mais orientado à racionalização de gastos e à busca por eficiência no orçamento familiar, o varejo de preços acessíveis assume papel estratégico na decisão de compra. Uma pesquisa recente da Harris Poll, empresa americana de análise de dados de mercado, aponta que 43% dos consumidores planejam migrar para produtos de menor preço e 26% pretendem trocar de varejista em busca de economia, movimento que reforça a relevância de modelos enxutos, com variedade e alta rotatividade de mercadorias.

É nesse contexto que a Prioridade 10, rede de franquias de lojas de varejo, projeta alcançar receita de R$ 265 milhões em 2026. A franquia, reconhecida pelo preço limite de até R$ 30,00 em itens que vão de vestuário a utilidades domésticas e decoração, trabalha com a expectativa ultrapassar a marca de 110 lojas em operação ainda neste ano, sustentando uma expansão acima da média do varejo nacional.

Atualmente, com 100 unidades ativas, a rede tem direcionado sua estratégia tanto para a abertura de novas lojas quanto para o fortalecimento dos franqueados já existentes. O modelo se reflete na alta taxa de recorrência de investidores, uma vez que dados internos indicam que 90% dos franqueados operam mais de uma unidade, com casos de empreendedores que concentram cinco, seis e até oito lojas, ampliando sua participação ano após ano.

O desempenho da rede também se sustenta em um mix de produtos alinhado às demandas do mercado. Em 2025, a categoria de confecção e vestuário liderou as vendas, com 36,87% de participação, seguida por utilidades domésticas, que responderam por 28,74%, enquanto brinquedos e itens de decoração representaram mais de 9% do faturamento.

Segundo o CEO e fundador da Prioridade 10, Rogério Zorzetto, o posicionamento da marca vai além da política de preços. “A Prioridade 10 entende o cotidiano do consumidor e entrega produtos que realmente fazem diferença na rotina das pessoas, combinando acessibilidade com qualidade”, afirma.

A presença da franqueadora em cidades de pequeno e médio porte tem sido um dos vetores centrais de crescimento. A estratégia de interiorização leva o conceito de varejo organizado e de fácil acesso a regiões historicamente menos atendidas por grandes redes, ampliando capilaridade e fortalecendo a marca em mercados com alta demanda reprimida e menor competição direta.

Trajetória de sucesso

Fundada por Rogério Zorzetto e sua esposa, Angélica Leising, a Prioridade 10 nasceu da união entre a experiência prática do casal e uma visão clara de mercado. Ex-militar do Exército Brasileiro, Rogério deixou a carreira e acumulou recursos trabalhando em três empregos diferentes até reunir R$ 25 mil, valor complementado por um empréstimo de R$ 20 mil concedido por seu pai. Sem fornecedores, rede de contatos ou estrutura administrativa consolidada, o casal iniciou a operação em uma loja de apenas 60 metros quadrados, enfrentando limitações que exigiram criatividade, disciplina e aprendizado constante.

“Superar e manter o foco sempre foi essencial. Corrigir erros rapidamente e seguir em frente faz parte do processo de quem empreende”, destaca Rogério. Com o amadurecimento do modelo, a rede alcançou indicadores financeiros consistentes. Lojas com 400 metros quadrados registram faturamento médio anual superior a R$ 2,3 milhões, com lucros mensais entre R$ 35 mil e R$ 40 mil e margens que variam de 18% a 22%. Unidades de 600 metros quadrados superam R$ 2,8 milhões em receita anual, com lucros mensais entre R$ 42,1 mil e R$ 51,4 mil, evidenciando a escalabilidade e a atratividade econômica do formato.

Para 2026, a Prioridade 10 mantém foco em crescimento sustentável, fortalecimento da base de franqueados e ampliação da presença nacional, sustentada por um modelo de preço fixo que dialoga diretamente com as atuais dinâmicas de consumo. “Nossa estratégia está ancorada em eficiência operacional, leitura constante do mercado e proximidade com o consumidor. Esse conjunto sustenta a expansão da rede mesmo em cenários econômicos mais restritivos”, conclui o CEO.