IAV-IDV projeta perspectivas melhores para os próximos meses

Publicado em 25/08/2016 por Imprensa

Associados do IDV ainda esperam queda nas vendas, mas em patamares menores, o que sinaliza mudança no cenário do varejo

O IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo) de julho fechou com queda real de 7,2%, já descontada a inflação, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar de o índice projetar a continuidade dos resultados negativos nos próximos três meses, o decréscimo será em um patamar menor, sinalizando mudança de cenário. As estimativas futuras são de queda de 4,8% em agosto, 0,5% em setembro e 2,0% em outubro.


Um exemplo desta recuperação é o setor de semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, que apresentou queda real de 5,1% em julho, na comparação anual. A expectativa para os próximos meses são de resultados positivos: 1,4% em agosto, 2,5% em setembro e 1,3% em outubro.


O setor de bens duráveis novamente teve o pior resultado em julho, com queda real de 8,9%. A recuperação da confiança dos consumidores e a retomada do crédito continuam sendo os principais desafios para o segmento. A projeção dos associados para os próximos meses é de queda de 3,4% em agosto, 3,7% em setembro e 3,3% em outubro.


O segmento de bens não duráveis, que responde em sua maior parte pelas vendas de super e hipermercados, foodservice, drogarias e perfumaria, apresentou queda de 7,1% nas vendas realizadas em julho e sinaliza nova queda em agosto, de 7,2%, recuperação em setembro de 1% e novamente decrescimento de 2,6% em outubro. Vale lembrar que o setor de alimentação dentro do lar sente muito a pressão da inflação, com um aumento médio de preços de 16% em julho (acumulado 12 meses).


Os pilares macroeconômicos que direcionam o consumo têm influenciado diretamente para baixo o desempenho do varejo, principalmente os indicadores da inflação, que está muito acima da meta estabelecida; o nível de desemprego, que alcança patamares iguais aos de 2011; a contínua desaceleração da massa salarial e o encarecimento e restrição na concessão do crédito.


O índice de confiança, outro indicador que possui forte correlação com o comportamento de consumo, vem atingindo os piores patamares dos últimos anos. A boa noticia é que nos últimos três meses o indicador cresceu, saindo do pior nível alcançado, em abril de 2016 (início do monitoramento da série), com 64,4 pontos, para os atuais 76,7 pontos em julho, atingindo os patamares de fevereiro de 2015.


Vale ressaltar a importância do IAV-IDV, que consegue antecipar entre 30 a 40 dias a tendência de resultados da Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE.


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Palavras-chaves: Franquias , Crise Econômica , Pesquisas , Economia e Mercado