O mercado de franquias no Brasil segue em expansão, com o setor de alimentação entre os mais dinâmicos do franchising nacional. De acordo com levantamentos da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e de consultorias especializadas em foodservice, o segmento tem mostrado resiliência, crescimento e capacidade de adaptação, mesmo em um cenário de custos operacionais mais altos e maior seletividade por parte dos investidores.
Dentro desse contexto, redes de alimentação vêm testando e consolidando diferentes formatos de operação, buscando maior previsibilidade financeira, escalabilidade e eficiência. A diversificação de modelos, que inclui desde unidades compactas até operações de maior porte, tem sido apontada por estudos setoriais como uma resposta às novas dinâmicas de consumo e às exigências de planejamento mais rigoroso por parte dos franqueados.
Esse movimento dialoga com um perfil de investidor cada vez mais atento à relação entre estrutura, complexidade operacional e potencial de retorno. Pesquisas da ABF e de instituições de análise do varejo mostram que fatores como clareza de processos, padronização, suporte ao franqueado e controle de custos figuram entre os principais critérios de decisão no momento de escolher uma franquia.
No setor de alimentação, essa adaptação tem se refletido em cardápios mais objetivos, operações mais moduláveis e formatos que podem ser ajustados a diferentes praças e perfis de consumo, sem comprometer a experiência do cliente. A busca por eficiência, replicabilidade e gestão mais previsível aparece como um dos eixos centrais desse novo desenho de expansão.
É nesse cenário que o Detroit Steakhouse se insere. A rede estruturou três modelos de franquia com diferentes portes de operação, que vão desde um formato de entrada, com investimento a partir de R$ 380 mil, até uma operação completa de restaurante, com investimento a partir de R$ 1,2 milhão. Enquanto o primeiro foi desenhado para atender investidores que buscam maior eficiência, previsibilidade e menor complexidade operacional, o segundo entrega a experiência integral da marca, com estrutura mais ampla, cardápio completo, maior capacidade de atendimento e presença mais robusta no ponto físico. Essa arquitetura de formatos permite à rede adaptar sua expansão a diferentes perfis de investidor e realidades de mercado, mantendo consistência de marca e padrão de experiência.
“A gente percebeu que o novo franqueado quer menos complexidade e mais clareza. Ele quer saber exatamente quanto vai investir, quando começa a retornar e como operar no dia a dia sem depender de estruturas gigantes”, explica Fábio Marques, fundador e CEO da rede. Segundo ele, esse tipo de formatação também facilita a interiorização da marca, acompanhando a descentralização do consumo no país.
Estudos sobre comportamento do consumidor reforçam essa mudança de lógica. Pesquisas recentes apontam que o público valoriza cada vez mais a experiência, a identidade da marca e a qualidade do serviço, não necessariamente o tamanho da operação. Esse cenário abre espaço para modelos mais compactos, bem desenhados e altamente replicáveis.
Para o franchising de alimentação, o recado é claro: crescer não significa apenas abrir mais unidades, mas estruturar formatos que equilibrem eficiência, padronização e experiência. Redes que conseguirem fazer essa transição tendem a se destacar nos próximos anos.






