Café vira serviço e impulsiona novos modelos de negócios

Modelo reúne equipamentos, abastecimento e assistência técnica e transforma a oferta da bebida em um serviço contínuo

A disponibilização de café para colaboradores e visitantes em ambientes corporativos engloba rotinas operacionais que vão além da aquisição de insumos, incluindo a seleção de equipamentos, organização do abastecimento, higienização diária e manutenção preventiva. Para centralizar essa gestão, empresas de diferentes portes e segmentos têm optado pelo modelo denominado office coffee service.

Nesse formato, em vez de adquirir máquinas e gerenciar cada etapa de forma individualizada, a organização contrata uma solução integrada que abrange o fornecimento de equipamentos automatizados, insumos, logística de reposição e assistência técnica. O modelo é adaptado a múltiplos cenários, desde pequenos escritórios até plantas industriais, hospitais, clínicas e instituições de ensino, com estrutura dimensionada conforme o fluxo de pessoas, a frequência de consumo e as preferências de bebidas.

A adesão a esse formato acompanha o movimento de terceirização de atividades acessórias ao negócio principal das empresas. A operação contempla o mapeamento do perfil do local para a instalação de pontos de atendimento em áreas de convivência, salas de reunião ou recepções. A flexibilidade do serviço também permite adequações ao trabalho híbrido e a variações na demanda ao longo da semana.

No segmento de alimentação e bebidas voltado ao B2B, a franquia Amiste Café exemplifica essa atuação. A rede desenvolve soluções B2B personalizadas que combinam tecnologia em máquinas corporativas, diversidade de bebidas como café espresso, cappuccino, chocolate e opções com leite e suporte operacional contínuo.

A expansão do setor apoia-se no volume de consumo do mercado brasileiro. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o país registrou o consumo de 21,4 milhões de sacas em 2025, o equivalente a cerca de 1.400 xícaras por habitante no ano. A recorrência da bebida no cotidiano de trabalho consolida a oferta de café como uma infraestrutura de convivência e experiência corporativa, fortalecendo relacionamentos comerciais de longo prazo entre franqueadoras do setor e contratantes.

“A empresa não está contratando apenas uma máquina. Ela está contratando a disponibilidade do café e toda a estrutura necessária para que o serviço faça parte da rotina das pessoas”, pontua André Malamud, CEO da Amiste Café.