O Brasil que é um dos maiores consumidores e produtores de milho-pipoca no mundo, com cerca de 300 mil toneladas produzidas anualmente. Em nesse mercado cada vez mais disputado, sai na frente quem inova o clássico – iniciativa que foi a grande virada de chave do empreendedor Maurício Matheus, fundador da Baurucas, rede de franquias carioca especializada em pipocas artesanais com mais de 40 pontos de vendas no RJ e SP, que compartilha aprendizados práticos para quem deseja entrar nesse segmento.
Segundo o empresário, um dos erros mais comuns entre iniciantes é acreditar que qualidade, por si só, é diferencial competitivo. “Tem muita gente boa fazendo produto bom. Produto de qualidade não é diferencial. O que diferencia você do outro, no final, é a marca que você constrói”, afirma.
Para Maurício, evitar erros graves no início passa por três pilares centrais: marca, margem e desenvolvimento do modelo de negócio. Confira as dicas do especialista para quem quer investir no setor:
1 – Marca vai além do logotipo
O fundador da Baurucas destaca que a construção de marca deve começar nos primeiros anos da empresa e vai muito além de uma identidade visual atraente. “Marca não é só logo bonita. É proposta de valor, é a forma como você apresenta o produto e a história que você quer contar”, explica.
De acordo com ele, é a marca que ajuda o empreendedor a entender quem é o cliente ideal, quanto ele está disposto a pagar e o que realmente valoriza. “Marca é como você se apresenta, como é lembrado e por que alguém volta”, resume.
2 – Começar pequeno, mas estrategicamente
Outro ponto defendido por Maurício é a importância de começar pequeno, desde que isso seja feito com planejamento. “Começar pequeno é uma vantagem, se você fizer do jeito certo”, diz.
O início, segundo ele, deve ser marcado por testes locais: produto, preço e operação. “No começo, o foco precisa estar 100% no cliente. Você não está vendendo pipoca, está descobrindo o que o cliente realmente compra quando escolhe você”, avalia.
3 – Margem como proteção do negócio
Na parte financeira, Maurício alerta que a margem é um dos principais escudos contra decisões equivocadas. “Margem blinda o negócio. Ela mantém o ponto de equilíbrio baixo e garante lucratividade”, afirma.
Para ele, entender a margem desde o primeiro dia é essencial para não se tornar refém de fatores externos. “Se você não domina isso, vira refém de promoção, aumento de custo, aluguel, sazonalidade… e o negócio vira uma montanha-russa”, pontua.
4 – Aprendizado contínuo
O fundador da Baurucas reforça que o empreendedorismo é um processo de aprendizado constante. “Num mercado tão competitivo como o Brasil, marca, margem e um bom modelo de negócio eliminam muitos erros graves”, diz.
O empreendedor conclui com uma mensagem de longo prazo: “No final das contas, o que você não sabe hoje, com calma e resiliência, você aprende nos negócios, na rotina. Um percurso promissor de conhecimento e aprendizado”.
Hoje, são 43 lojas em funcionamento em todo o estado do Rio de Janeiro, e os planos de Andressa e Maurício agora são ousados: levar o sabor da Baurucas para outros estados do país. A fábrica já produz cerca de 10 toneladas mensais da iguaria.
O ano de 2025 foi encerrado com R$26 milhões. Para 2026, os planos são grandiosos – a rede espera faturar R$45 milhões, chegar em outros estados da região Sudeste, com previsão do crescimento da fábrica e interiorização da marca.






