Esqueça-se do fogão, das coifas, panelas e tudo o que preenche uma cozinha de restaurante: a Mineiro Delivery, rede de franquias de comida caseira servida na caixinha, em porção generosa e fácil de comer, passou por uma reestruturação em sua rede e chega com uma novidade ao mercado, a franquia de alimentação sem cozinha ou cozinheiros.
Até meados de 2025, a marca operava como um restaurante por delivery tradicional: o franqueado comprava os insumos e seguia receitas para oferecer ao cliente o alimento na caixinha. Mas havia muito mais complexidade nesse processo do que se pode imaginar. “Nossos franqueados sentem-se cansados. A dedicação à operação é imensa, sete dias por semana, e a falta de mão de obra é um desafio do setor. Então, saímos em busca de uma solução”, conta Dhionatan Paulino, sócio-franqueador.
Durante um ano, a rede fechou sua expansão para novas lojas, eliminou operações que não eram lucrativas e investiu em pesquisa para construir uma indústria que fornece os pratos prontos às franquias. “Investimos cerca de R$ 1 milhão no processo”, avalia o empresário.
A indústria da Mineiro Delivery
A indústria da Mineiro Delivery fica em São José do Rio Preto (SP) e tem capacidade de produção de 30 mil boxes por mês, o suficiente para abastecer dez lojas. Até agora, seis das 40 lojas da Mineiro Delivery fizeram a reversão de cozinha convencional para o novo formato, que é facilmente operado, inclusive à distância.
Mas como fica a qualidade do produto? “Passamos sete meses em testes antes de lançar a novidade. Alguns clientes reclamaram sobre a quantidade de comida, mas não sobre a qualidade dela”, informa o franqueador.
A Mineiro Delivery levou quatro meses para fazer a reversão das seis lojas que já operam no novo formato e elas estão operando sem cozinha ou cozinheiros há 90 dias. O novo formato abrange também as outras marcas da empresa, que operam no mesmo local da Mineiro Delivery: Sandubaí, Casa d’Itália e O Tropeiro.
Benefícios
Segundo Dhionathan Paulino, o novo modelo da Mineiro Delivery permite principalmente que o franqueado tenha mais liberdade na gestão do negócio. Mas não é só isso:
– A Mineiro Delivery opera com 100 itens para produzir seus pratos e esse volume gera perdas, o que reduz a lucratividade das unidades franqueadas.
– A padronização não consegue ser mantida em todas as lojas porque, na maioria das vezes, os cozinheiros não seguem a ficha técnica dos preparos – e é justamente por isso que alguns clientes reclamaram da quantidade ofertada das lojas que operam sem cozinha. Estando fora do padrão, a lucratividade é reduzida.
– A dedicação do franqueado às lojas convencionais precisa ser integral, da compra dos insumos nas centrais de abastecimento à gestão dos funcionários. No novo modelo, a gestão pode ser feita até à distância.
– O setor de Alimentação sofre com a escassez de mão de obra e, agora, não há necessidade de se ter um cozinheiro nas lojas.
– O investimento numa unidade franqueada foi reduzido. Agora, com R$ 149 mil, é possível abrir uma Mineiro Delivery.
– O número de colaboradores da unidade franqueada também foi reduzido, de seis para dois. Isso aumenta a lucratividade do negócio e facilita a gestão de equipes.
Como fica a rede franqueada
As operações da Mineiro Delivery que não quiserem se adaptar ao novo modelo poderão continuar operando no sistema antigo. A ideia da marca é abrir cinco unidades no novo modelo nos próximos meses, já que a capacidade de sua indústria está ociosa. “E, conforme crescermos, ampliaremos a indústria, até chegarmos a 300 unidades operações, em dez anos”, pontua o franqueador.
Sobre a Mineiro Delivery
A comida caseira servida na caixinha, em porção generosa e fácil de comer, fez o sucesso da rede Mineiro Delivery, que nasceu em 2012 em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, e opera franquias desde 2015 no Brasil.
Os sócios – Dhionatan Paulino, Marlon e Gabriel Ventura – criaram uma fórmula de sucesso e que agrada qualquer brasileiro: arroz, feijão e carne picadinhos, com tempero caseiro, alocados numa caixinha que serve como prato e pode ser consumida em qualquer lugar, com muita praticidade e sem louça suja.
A variedade de pratos disponível é um atrativo à parte, porque a ideia é ter recorrência no consumo: além dos sabores tipicamente brasileiros, como feijão tropeiro, feijoada, mexido mineiro e carreteiro, há grande variedade à base de carne suína, bovina, de frango e peixes; massas, uma sugestão fit e até vegetarianas, além de sobremesas.
Atualmente, são 40 lojas, dentre próprias e franqueadas.






