O varejo automatizado vem ganhando espaço no Brasil impulsionado pela busca do consumidor por maior conveniência, agilidade e autonomia no processo de compra. Modelos baseados em autoatendimento, vending machines inteligentes e operações sem a presença de atendentes vem se consolidando como uma alternativa eficiente para marcas e empreendedores.
Esse movimento acompanha uma tendência global de modernização do varejo, onde a tecnologia e a experiência do cliente caminham juntas. No Brasil, esse avanço está acontecendo de forma gradual, mas consistente, especialmente em ambientes corporativos, condomínios residenciais, hospitais, universidades e locais de alto fluxo de pessoas.
Com isso, empresas especializadas em soluções de varejo automatizado, como a Avend, observam um aumento na procura por modelos mais enxutos, escaláveis e com menor dependência de mão de obra, alinhado às novas tendências com o negócio.
Crescimento do mercado de vending machines
O mercado brasileiro de vending machines mostra indicadores claros de expansão. De acordo com a Grand View Research, o setor movimentou aproximadamente US$ 553,2 milhões em 2024 e deve alcançar US$ 790,6 milhões até 2033, mantendo uma taxa média de crescimento anual de 4,1% entre 2025 e 2033.
Esse crescimento é sustentado pelo aumento do portfólio de produtos oferecidos nas máquinas automáticas, que vão além de snacks e bebidas, incorporando itens de conveniência, produtos eletrônicos, higiene pessoal e até refeições prontas. Essa diversificação contribui para ampliar a aceitação do modelo com o consumidor brasileiro.
Um outro fator relevante é o avanço de vending machines inteligentes, equipadas com sensores, conectividade e sistemas de gestão remota. De acordo com a própria Grand View Research, esse segmento apresenta um crescimento superior ao das máquinas tradicionais, impulsionado pela integração com soluções digitais e análise de dados.
Mudança no comportamento do consumidor e aceitação do autoatendimento
A consolidação do varejo automatizado está diretamente ligada à transformação do comportamento do consumidor. Estudos recentes indicam que o brasileiro está cada vez mais familiarizado com soluções de autoatendimento, especialmente após a aceleração digital que está ocorrendo nos últimos anos.
Um levantamento divulgado pelo Opinion Box em parceria com a Payface aponta que 64% dos consumidores brasileiros já utilizam soluções de autoatendimento no varejo físico, e 85% avaliam a experiência como positiva, destacando a rapidez, autonomia e redução de filas como principais benefícios.
Além disso, formatos que operam 24 horas por dia e com pagamento digitais, especialmente via pix, vêm se expandindo em grandes centros urbanos. Esses modelos têm apresentado crescimento acelerado em condomínios residenciais e empresas, reforçando a preferência por compras rápidas e sem interação obrigatória com atendentes.
Para Guilherme Álvares, fundador e CEO da Avend, essa mudança de comportamento é um dos principais motivos para a expansão do setor.
“O consumidor brasileiro passou a priorizar a conveniência e o controle da própria compra. Ele quer escolher, pagar e seguir com a sua rotina. O varejo automatizado responde exatamente a essa expectativa, por isso a adesão cresce de forma consistente”, afirma Guilherme.
Por que o varejo automatizado deve ganhar mais relevância
Para Guilherme Álvares, fundador e CEO da Avend, o varejo automatizado deixou de ser uma tendência pontual para se tornar uma estratégia estrutural dentro do setor.
“O consumidor brasileiro está cada vez mais aberto a experiências de compra autônomas, desde que sejam simples, rápidas e confiáveis. O varejo automatizado atende exatamente a esse perfil, ao mesmo tempo em que oferece ao operador um modelo mais enxuto e escalável”, afirma o CEO.
A combinação entre tecnologia, dados e conveniência cria um ambiente favorável para a expansão do modelo em diferentes regiões do país, inclusive fora dos grandes centros.
É possível notar uma manutenção do mercado. Com soluções mais acessíveis, tecnologia mais estável e um consumidor mais preparado, acredita-se que o varejo automatizado continuará ganhando relevância ao longo do ano e se consolidando como uma alternativa estratégica para marcas e empreendedores.






