O franchising brasileiro começou 2026 com números otimistas. O setor faturou R$ 301,7 bilhões em 2025, um crescimento de 10,5% sobre o ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Para 2026, a projeção é de avanço entre 8% e 10%.
O segmento de moda — que inclui vestuário, calçados e acessórios — movimentou R$ 30,8 bilhões no ano passado, com alta de 7,8%. É um desempenho sólido, ainda que ligeiramente abaixo da média do franchising nacional. O mercado de semijoias, especificamente, acompanha esse movimento. Um estudo do IMARC Group aponta que o setor joalheiro brasileiro foi avaliado em US$ 3,20 bilhões em 2025 e deve chegar a US$ 3,71 bilhões até 2034 .
É nesse ambiente vantajoso ao empreendedorismo que a Mapa da Mina Acessórios amplia sua presença. A rede, fundada em 1995 em Duque de Caxias (RJ) por Elisangela e Jamil Machado, ingressou no franchising em 2015. De lá para cá, acumula mais de 50 unidades em operação. A marca recebeu o Selo de Excelência ABF por três anos consecutivos, em 2024, 2025 e 2026 e sustenta um modelo de negócio que atrai desde pequenos investidores até empreendedores com experiência no varejo.
O que está sobre a mesa, para quem pensa em investir? A Mapa da Mina Acessórios apresentou na ABF Franchising Expo 2025 um novo formato de quiosque com autoatendimento, já testado com sucesso no Rio de Janeiro. Diferente dos modelos tradicionais, onde as peças ficam atrás do balcão, essa versão permite ao cliente circular entre os mostruários e manusear os produtos livremente. “Criamos um espaço em que o cliente circula entre os produtos como em uma loja física, mas mantém a eficiência de um quiosque”, explica Marcos Pertile, sócio-diretor da rede. O investimento para este formato começa em R$ 200 mil.
O faturamento médio mensal das unidades gira em torno de R$ 50 mil, com retorno do investimento previsto entre 18 e 36 meses. Os royalties já estão embutidos no preço dos produtos, o que tira da gestão do franqueado mais uma preocupação financeira. A produção própria das semijoias — com três banhos de ouro 18k, prata ou aço inoxidável — oferece até um ano de garantia sobre as peças. O suporte ao franqueado inclui validação de ponto comercial, treinamento operacional, assessoria contábil e marketing. Outra vantagem: a rede permite a troca de produtos não vendidos do enxoval inaugural.
Os cases de franqueados ajudam a dar dimensão a esse crescimento. Sheila Carvalho da Cunha trabalhou por duas décadas no varejo de moda feminina antes de se tornar franqueada. Usou o valor da rescisão do último emprego para abrir sua primeira unidade, ainda em plena pandemia. Com condições negociadas com o shopping e com a rede, Sheila viabilizou o negócio. Hoje, lidera duas unidades — em Cabo Frio e Araruama (RJ) — e planeja a terceira. “A estrutura da franquia nos permite focar na operação, enquanto a marca cuida de grande parte do marketing e da divulgação”, afirma a empreendedora. A identificação da equipe com o público feminino, diz ela, cria um ambiente de confiança que faz as clientes voltarem.
Outro exemplo vem de Diego da Silva Lucas. Oito anos atrás, ele e a esposa Viviane Marques de França aceitaram o desafio de assumir uma unidade com dificuldades de gestão no Shopping Carioca. Com uma reserva financeira de cerca de R$ 20 mil aplicada em capital de giro, Diego entrou no negócio. Hoje, o casal opera nove unidades da Mapa da Mina com a inauguração da loja no Parque Shopping Jacarepaguá. O plano do profissional agora é transformar quiosques em lojas maiores. Diego destaca o suporte humano da franqueadora como diferencial nesse processo: “O franqueado não é tratado como um número. O suporte, principalmente dos sócios à frente da marca, foi fundamental para nosso sucesso hoje”. Ele recomenda atenção à escolha dos produtos e à montagem de vitrines, dois pontos que considera decisivos para o desempenho das vendas.
A expansão da Mapa da Mina Acessórios segue diversificada. Embora 70% das operações ainda estejam concentradas no Rio de Janeiro, a rede busca fortalecer a presença em Mato Grosso, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo e Espírito Santo. É uma estratégia que se alinha ao movimento geral do franchising brasileiro, que aposta na interiorização como vetor de crescimento para 2026.
“O mercado de semijoias, dentro do varejo de moda, tem mostrado apetite. A busca por peças de qualidade com preços mais acessíveis que joias convencionais deve seguir impulsionando o setor. Combinamos habilidade artesanal e tecnologia de produção própria para atender essa procura. E em 2026, pretendemos investir no lançamento de coleções, no fortalecimento de plataformas digitais e na capacitação de novos franqueados”, afirma Marcos Pertile.






