O modelo estrangeiro de franquia funciona no Brasil?

Publicado em 04/03/2015 por Luiz Marcondes

A academia Curves prova que sim. Mas quais as alterações necessárias para conquistar o público local?

Antes de falarmos dessa academia, é importante deixar claro que ela é um pouco fora do comum: a Curves, marca americana há 12 anos no Brasil, é exclusiva para mulheres. 


Segundo François Engelmajer, master franqueado da Curves no Brasil, “o público feminino tem exigência bem acima da média”, pois não tem muito tempo, não quer algo complicado, quer apoio e orientação constantes e precisa de horários flexíveis. São exigências que só podem ser atendias por um atendimento muito diferenciado, algo que a Curves compreende como ninguém.


Hoje, com 124 unidades, a Curves está implantando uma série de melhorias na rede antes de crescer ainda mais. Para isso, novas inciativas serão tomadas, dentre elas a inauguração da loja piloto, na qual serão testados novos procedimentos. Também está prevista a revisão de todos os manuais da franquia, a reelaboração do treinamento para franqueados e funcionários e, principalmente, uma série de ações para melhorar a performance das lojas. Após essa restruturação, a expectativa é de abertura de 12 novas unidades. 


Mas será que dá para crescer sem se adaptar às características de cada país? Será que a brasileira tem as mesmas necessidades que uma americana? 


Perfil das clientes 


Engelmajer afirma que a cliente brasileira não é muito diferente da de outros países. Ela tem as mesmas necessidades fundamentais e quer ver resultados. E tem dificuldades semelhantes também, como manter uma rotina de exercícios. Mas ressalta que “a brasileira tem, sim, uma consciência mais elevada da própria imagem do corpo”. Isso atrai bastante o público jovem, mas o público principal da academia é composto por mulheres mais maduras que buscam manter ou aprimorar sua saúde. No que diz respeito a isso, o interesse é alto, assim como é em outros países. 


O que mudou na versão brasileira da academia? 


Segundo, Engelmajer, “a Curves no Brasil foi se desenvolvendo independentemente da influencia direta dos EUA. Sempre seguiu seu próprio caminho”, mas sem perder pontos-chave: a identidade da empresa, a missão de fortalecer as mulheres e o sistema único de exercício. 


Houve pouca alteração no conceito geral da franquia. Mas foram feitas modificações ligadas a aspectos como musica e decoração.


E mais: para se adaptar às necessidades locais detectadas, foram agregadas modalidades de dança e aulas coletivas mais ao gosto das brasileiras. 


Além disso, a comunicação esta sendo trabalhada localmente por uma agência de propaganda com escritório no Brasil. 


Experiência internacional 


A Curves oferece acesso à rede mundial para suas alunas (sem custo adicional). Mas, para Engelmajer, o grande beneficio esta no compartilhamento de boa praticas. “Vimos recentemente o lançamento a nível mundial do padrão de atendimento desenvolvido no Japão”, explica. “Esse modelo operacional levou a rede japonesa a 2,8% de rotatividade de alunas por mês. A Curves Brasil tem uma média que varia entre 8% e 12%”.  


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