A vontade de virar a chave da carreira seguiu alta em 2025: uma pesquisa da Catho indicou que 42% dos profissionais pretendiam mudar de área ao longo do ano. Para quem quer empreender, mas enxerga o risco de começar do zero, em um país onde a taxa de mortalidade de novos negócios ainda é elevada nos primeiros anos de operação, o franchising aparece como um caminho de entrada com mais estrutura e previsibilidade. No recorte da educação, redes de idiomas atraem profissionais em transição por operarem com demanda recorrente e um modelo de gestão padronizado, com rotinas, treinamento e suporte.
Na KNN Idiomas, rede de franquias de idiomas, o modelo Franquia Box cresceu 60 % em 2025, com destaque para os estados de Paraná, São Paulo e Santa Catarina. A aposta é em uma operação mais enxuta, pensada para quem quer começar com menos complexidade, mas com padrão de ensino de excelência e acompanhamento de rede. A franquia tem investimento a partir de R$ 80 mil e faturamento médio estimado em R$ 25 mil por mês, com retorno projetado entre 12 e 24 meses e margem líquida que, segundo a rede, pode chegar a 30%, combinação que ajuda a explicar por que esse formato tem ganhado espaço entre profissionais que buscam uma virada de carreira mais planejada.
O movimento costuma se concentrar em dois perfis. De um lado, professores que querem transformar a experiência com ensino em um negócio próprio, com processos, equipe e possibilidade de escala, sem depender apenas de aulas particulares ou contratos instáveis. Do outro, profissionais que vêm de grandes empresas e buscam autonomia, mas preferem começar por um modelo que já entregue plano de implantação, orientação comercial e estrutura de gestão, reduzindo a tentativa e erro típica de quem abre um negócio do zero.
“Transição de carreira não é só trocar de trabalho, é assumir a responsabilidade de operar um negócio com disciplina. Quando o empreendedor tem um modelo validado, ele reduz o improviso. Em vez de gastar meses tentando descobrir como atrair alunos, organizar rotinas e manter a operação saudável, ele executa com metas e acompanhamento, o que dá mais previsibilidade para quem está começando”, afirma Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas.
Para Reginaldo, a virada tende a funcionar melhor quando o franqueado entende que a escola de inglês é, ao mesmo tempo, educação e gestão. “A qualidade da aula é essencial, mas o que sustenta a unidade é processo: atendimento, matrícula, retenção e entrega consistente. O professor que empreende precisa dominar o lado empresarial. O profissional corporativo precisa entender o lado pedagógico. Quando essas duas pontas se encontram, a operação ganha estabilidade e espaço para crescer”, conclui.






