Confiança e intenção de consumir das famílias sobem em fevereiro

Publicado em 09/03/2020 por Imprensa

Dos consumidores, 40% estão dispostos a fazer compras à vista; sugestão é oferecer desconto para pagamentos nessa modalidade

O Índice de Consumo das Famílias (ICF) registrou sua quarta alta consecutiva em fevereiro, com aumento de 3,2% – de 103,5 pontos em janeiro para os atuais 106,8 pontos. Trata-se do melhor resultado para um mês de fevereiro, desde 2015. Já o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) obteve elevação de 8,7% – 131,8 pontos em fevereiro ante os 121,3 pontos de janeiro.

De acordo com a FecomercioSP, houve melhora na percepção das condições econômicas atuais, com juros reduzidos e abertura de crédito, o que motiva o consumidor a continuar comprando.

Assim, a próxima data comemorativa, a Páscoa, deve movimentar o setor de turismo, em razão do feriado prolongado, e o comércio de forma geral. Há uma expectativa de aumento de 2% nas vendas no mês de abril, na comparação com o mesmo período de 2019, no Estado de São Paulo.

Os empresários já perceberam o bom desempenho das vendas nos últimos meses com a Black Friday, o Natal e durante as promoções de início de ano – o que não deve ser diferente no período de Páscoa, considerando a aquisição de produtos como chocolates, de menor valor.

Ainda, segundo levantamento da Entidade, 40% dos consumidores estão dispostos a fazer compras à vista, por isso, a recomendação é de que os estabelecimentos ofereçam desconto para os pagamentos nessa modalidade ou contemplem os clientes com brindes. Além disso, pode-se ampliar a estratégia de vendas indo até o consumidor em seu local de trabalho, visto que muitos deixam para comprar na véspera.

A FecomercioSP lembra, ainda, que é sempre bom ter todas as opções de meios de pagamentos disponíveis no mercado, uma vez que com os avanços tecnológicos é possível efetuar a transação por QR code e aplicativos que geram cashback ou descontos.

ICC

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) paulistano obteve alta em fevereiro (8,7%) após permanecer estável em janeiro: de 121,3 pontos no mês anterior para 131,8 pontos em fevereiro. Contudo, em relação ao mesmo mês do ano passado, o ICC recuou 5,4%.

Entre os dois quesitos que compõem o indicador, o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) puxou o ICC com elevação de 14,3%: de 105,8 pontos em janeiro para 120,9 pontos em fevereiro. Já o Índice de Expectativas do Consumidor (IEC) subiu 5,7% – 139 pontos em fevereiro ante os 131,6 pontos de janeiro. No comparativo anual, houve aumento de 7,7% do ICEA e queda de 11,7% do IEC.

ICF

O Índice de Consumo das Famílias (ICF) também registrou a quarta alta seguida (3,2%) – de 103,5 pontos em janeiro para os atuais 106,8 pontos. Em comparação com o mesmo período do ano passado, obteve elevação de 2,3%.

Dos sete itens analisados, todos registraram elevação na passagem de novembro para dezembro, com destaque para “Acesso ao crédito” (5,6%) e “Perspectiva de consumo” (3,7%).

Notas metodológicas

ICC

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde 1994. Os dados são coletados de aproximadamente 2,1 mil consumidores no município de São Paulo. O objetivo é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura.

Os dados são segmentados por nível de renda, sexo e idade. O ICC varia de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Sua composição, além do índice geral, se apresenta como: Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e Índice das Expectativas do Consumidor (IEC). Os dados da pesquisa servem como um balizador para decisões de investimento e para formação de estoques por parte dos varejistas, bem como para outros tipos de investimento das empresas.

ICF

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde janeiro de 2010, com dados de 2,2 mil consumidores no município de São Paulo. O ICF é composto por sete itens: Emprego atual; perspectiva profissional; Renda atual; Acesso ao crédito; Nível de consumo atual; Perspectiva de consumo; e Momento para duráveis. O índice vai de zero a 200 pontos, no qual abaixo de 100 pontos é considerado insatisfatório, e acima de 100 pontos, satisfatório. O objetivo da pesquisa é ser um indicador antecedente de vendas do comércio, tornando possível, a partir do ponto de vista dos consumidores e não por uso de modelos econométricos, ser uma ferramenta poderosa para o varejo, para os fabricantes, para as consultorias e para as instituições financeiras.

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Palavras-chaves: Economia e Mercado