Com investimento de US$ 50 mil, Ital’in House testa operação nos EUA antes de expansão por franquias

A ITL Holding foi criada para ser a gestora do projeto Ital’in House nos EUA e o projeto piloto foi desenhado sob a lógica de test and learn

Legenda da Foto - da esquerda para a direita - Eric Vaz, Felipe Amorim, Nestor Girardi e Arthur Oliveira

A rede brasileira de alimentação Ital’in House iniciou sua operação nos Estados Unidos com um projeto piloto em Orlando, na Flórida. A entrada acontece por meio de uma dark kitchen e marca o primeiro passo de um plano de expansão que inclui franquias no país.

A operação é conduzida pela ITL Holding, criada a partir de uma parceria entre a VZL Holding e o grupo Eskina Restaurantes, que já atua no mercado local com duas unidades de culinária brasileira.

O investimento inicial é de cerca de US$ 50 mil. A expectativa é faturar mais de US$ 500 mil no primeiro ano, com a venda de 35 mil pratos. Caso as metas se confirmem, o plano prevê a abertura de uma unidade física, com aporte total que pode chegar a US$ 200 mil.

Entrada com foco em teste

A estratégia foi desenhada para reduzir riscos antes de escalar a operação. O modelo escolhido foi o de dark kitchen, instalado dentro de uma unidade já existente do Eskina Restaurant, na região da International Drive.

A operação será focada em delivery ao longo de aproximadamente 12 meses. O objetivo é gerar dados sobre comportamento do consumidor, ticket médio e aceitação do produto.

“Antes de escalar, precisamos entender o mercado. A dark kitchen permite ajustes rápidos de cardápio, preço e operação”, diz Eric Vaz de Lima, CEO da VZL.

Aposta em modelo validado

Fundada em 2020, a Ital’in House cresceu no Brasil com um modelo baseado em operação enxuta e foco em delivery. Hoje, a rede soma mais de 180 unidades no país.

Para a expansão internacional, a empresa aposta na combinação entre esse modelo já validado e o conhecimento local dos parceiros.

“O Brasil nos deu escala, mas o mercado americano exige adaptação. O piloto serve justamente para isso: testar, ajustar e só depois crescer”, afirma Nestor Girardi, fundador da marca.

Adaptação ao consumidor americano

A operação nos Estados Unidos inclui mudanças no cardápio para atender preferências locais. Entre os ajustes estão a inclusão de ingredientes como cheddar, pepperoni e pulled pork.

A culinária italiana tem alta aceitação aqui. O diferencial está no formato e na eficiência operacional”, diz Arthur Oliveira, sócio do Eskina.

Próximo passo: franquias

Com base nos resultados do piloto, a ITL Holding deve assumir a expansão da marca como franqueadora master nos Estados Unidos, começando pela Flórida.

A estratégia é usar Orlando como base de aprendizado antes de avançar para outros mercados.

Além da operação, o grupo prevê investir pelo menos US$ 100 mil em marketing local no primeiro ano, com foco em construção de marca e aquisição de clientes.