Em 2025, o consumo de coxinhas no Brasil movimentou cerca de R$ 11 bilhões e superou 760 milhões de unidades vendidas, de acordo com dados do CREST/IFB. O número reforça a relevância do salgado mais popular do país, que segue entre os itens com maior recorrência no consumo fora do lar. A tendência deve continuar em 2026, impulsionada pela expansão da chamada snack economy e pela busca crescente por modelos de negócios compactos, acessíveis e de alto giro.
Nesse contexto, o mercado de franquias especializadas em salgados tem ganhado força. Marcas que operam com estruturas leves e produtos de forte apelo cultural se destacam pela capacidade de manter fluxo constante de clientes e por oferecer ao empreendedor um modelo mais simples de operar.
A coxinha ocupa um espaço único no imaginário brasileiro. Ela é acessível, democrática e carrega memórias afetivas que atravessam gerações. Esse laço emocional, que vai além do sabor, tem impacto direto na fidelização. O consumidor volta não apenas pelo produto, mas pela sensação de conforto e familiaridade.
A junção entre tradição, preço acessível e consumo recorrente tem ajudado a fortalecer o segmento dentro do franchising. Além disso, operações compactas tornam o investimento mais viável, especialmente para quem está ingressando no universo do empreendedorismo.
Criada no Espirito Santo, o Zé Coxinha representa um dos exemplos mais expressivos dessa tendência. A rede, que cresceu de forma acelerada nos últimos anos, aposta na força afetiva do produto aliada à padronização da operação e ao fortalecimento da marca como ponto de encontro entre memória e conveniência.
Para Victor Abreu, CEO da rede, o sucesso está diretamente ligado à relação emocional do brasileiro com o produto. “A coxinha não é só um salgado. Ela é um pedaço da nossa história. É o lanche da escola, a pausa no trabalho, a lembrança da casa da avó. Quando percebemos isso, entendemos que não vendemos apenas comida. Vendemos afeto e pertencimento. E é esse sentimento que cria conexão e movimento nas nossas lojas”, afirma.
O modelo enxuto e a padronização dos processos ajudaram a acelerar a expansão e a atrair empreendedores interessados em operações de baixo custo fixo e alto giro. O formato se mostrou especialmente adaptado ao comportamento do consumidor em 2025, marcado pela preferência por lanches práticos, entrega rápida e acesso facilitado via delivery.
Especialistas do mercado avaliam que 2026 deve ser um ano ainda mais favorável para negócios ligados a snacks e salgados prontos. Entre os motivos, estão:
Crescimento do consumo fora do lar no pós-pandemia e fortalecimento do delivery.
• Procura por modelos compactos, com menos dependência de grandes equipes e estoques robustos.
• Produto de alto giro e forte apelo emocional, com baixa resistência do consumidor.
• Facilidade de adaptação a diferentes regiões, públicos e formatos de operação.
Além disso, as franquias têm se mostrado uma alternativa segura para quem busca empreender com suporte, marca reconhecida e padrões operacionais consolidados, características essenciais em um cenário competitivo.
Para quem avalia investir no setor de alimentação em 2026, o mercado de coxinhas oferece um caminho estratégico. A combinação entre recorrência, tradição cultural e modelos de operação enxutos posiciona o segmento como uma das apostas mais consistentes dentro do franchising.
Casos como o do Zé Coxinha reforçam que, quando há propósito, técnica e compreensão da relação afetiva das pessoas com o produto, o negócio deixa de ser apenas uma venda de salgado e se transforma em uma experiência familiar, acessível e de forte impacto no cotidiano.






