Rede Giraffas internacionalizou a marca e hoje tem 10 unidades no EUA

Publicado em 29/07/2015 por Bruna Santos de Souza

O interesse em investir em franquias no exterior aumentou em virtude da situação econômica brasileira. Mas há desafios em abrir uma unidade fora do País.

O Giraffas foi criado em 1981, em Brasília, hoje é uma rede multinacional com 410 restaurantes espalhados pelo Brasil e Estados Unidos. Em 1991 a marca entrou no mercado de franchising e em 2011 tornou-se sócia da Tostex. A primeira unidade em solo norte-americano foi aberta no mesmo ano. Expandir para fora do Brasil foi uma forma que o Giraffas encontrou de entrar no maior mercado consumidor de fast-food, conhecer as tecnologias que cercam este segmento, conhecer como funciona a concorrência e trazer para a empresa, no Brasil, essa experiência. Além disso, com a economia em crise, muitos empreendedores estão pensando em abrir uma franquia no exterior. Eduardo Guerra, diretor de Expansão do Grupo Giraffas, conversou conosco e falou sobre a internacionalização da marca.


Em 2006 o grupo Giraffas começou a estudar o mercado norte-americano e cinco anos depois foi inaugurada a primeira unidade, na Flórida (EUA). Guerra salientou que o principal desafio da rede foi “conseguir formatar um conceito que tivesse a essência da nossa marca, que é a brasilidade, e com aderência aos consumidores americanos. Isso faz com que tenhamos capacidade de crescimento em escala dentro dos EUA. E nosso caminho demonstra que temos tido sucesso nesse quesito”.


A expansão internacional do Giraffas tem como foco no momento apenas dos Estados Unidos. Claro que ir para outro país traz alguns problemas, principalmente culturais e econômicos. “A implantação de um negócio em um local bem diferente daquele a que estamos habituados traz alguns transtornos. Ultimamente temos convivido com a alta do dólar, isso faz com que a demanda de investimento em real seja maior. É necessário se adaptar a isso e criar condições para manter a expansão e resultado mesmo dentro desse cenário”, explicou o diretor.


Enfrentar a concorrência dos fast foods norte-americanos exigiu que se estudasse o mercado local e o público-alvo. Assim, desenhou-se um novo modelo de negócio: o Fast Casual, um formato de restaurante que une a agilidade do fast-food a um ambiente mais aconchegante e serviço em mesa. “Esse é o segmento que mais cresce nos EUA. Apesar da mudança de segmento, nosso DNA ainda é o tradicional arroz e feijão e no corte de carne mais conhecido no Brasil, a picanha. Outro ponto importante é a hospitalidade típica brasileira, um grande trunfo para concorrer com as redes locais. Também possuímos no cardápio uma variedade de saladas e também café da manhã”, ressaltou Eduardo ao falar sobre a concorrência nas franquias do exterior.


No Brasil o Giraffas possuí o modelo de franquias, já nos Estados Unidos a empresa segue o modelo de licenciamento. Guerra disse que os modelos são bastante parecidos, porque mesmo no licenciamento o empreendedor paga uma taxa ao fechar o contrato, e depois paga royalties e fundo de marketing mensalmente sobre o faturamento bruto. Eduardo também enfatizou que “estamos trabalhando na questão do EB-5, programa de vistos que permite que empresários estrangeiros que fizerem um investimento em uma empresa dos EUA obtenham seus green cards para tornarem-se residentes permanentes legais nos Estados Unidos, para viabilizar essa opção ao investidor brasileiro."


O diretor ressaltou que com a crise econômica que o Brasil vive no momento, o número de brasileiros que buscam investir em empresas no exterior aumentou, e com isso o interesse na marca também.


O franqueado que atua em terras brasileiras recebe treinamento, cursos de atualização, visitas frequentes de consultores e participam de eventos, todos estes para manter os empresários atualizados, e também auxiliá-los sempre que há algum problema. Mas como acontece com os licenciados nos Estados Unidos? Dos 10 restaurantes Giraffas nos Estados Unidos, apenas quatro são licenciados, os demais são unidades próprias. Futuramente a rede pretende oferecer para eles os mesmo serviços oferecidos aqui. Hoje tanto o CEO quanto CFO dos EUA acompanham de perto as operações, fazendo visitas mensais aos restaurantes.


Como cada país tem uma forma diferente gastronômica, o Giraffas adequou o cardápio ao sabor dos norte-americanos, sem obviamente, tirar o toque da brasilidade dos pratos. “Temos nosso arroz com feijão, mas também temos saldas, sanduíches e grelhados dentro da característica do que o publico americano está acostumado, com o toque de brasilidade que só nós sabemos fazer. Toda segunda-feira, por exemplo, o cliente ganha um pão de queijo em qualquer compra.


O produto funciona como se fosse nosso couvert e, com isso, conseguimos popularizar um produto tão brasileiro”, destacou o diretor de expansão.


Uma marca ainda a ser conhecida
O Giraffas realizou um estudo que revelou que a marca ainda é pouco conhecida na Flórida. Apenas 25% do público conhece a rede. Contudo, os diretores acreditam que apesar do número baixo existe uma grande possibilidade de crescimento e penetração da marca. Outro dado apresentado foi de que apenas 6% dos consumidores são brasileiros, o que demonstra que o conceito da marca está sendo bem-aceito pelos norte-americanos. “Nosso principal foco atualmente é crescer em escala por meio de contratos com franqueados. Estamos recrutando brasileiros que moram nos Estados Unidos e têm interesse em abrir uma franquia do Giraffas nos país. Com isso, conseguiremos acelerar o nosso plano de expansão no país e, por consequência, ganharemos maior visibilidade em solo americano”, concluiu Eduardo.


O plano de expansão da rede Giraffas prevê a implantação de 150 unidades nos Estados Unidos até 2020.

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