Segurança no varejo autônomo: como a tecnologia tem reduzido furtos e reforçado a confiança no consumidor

Câmeras inteligentes, controle de acesso e monitoramento remoto transformam a forma de prevenir perdas no comércio sem atendentes

Segundo dados de uma pesquisa anual feita pela consultoria KPMG a pedido da Abrappe (Associação Brasileira de Prevenção de Perdas), o varejo brasileiro perdeu R$ 9,7 bilhões com furtos em 2024, sendo 70% das ocorrências praticadas por clientes. Nesse cenário, redes de minimercados autônomos, modelo que dispensa caixas e atendentes, têm apostado cada vez mais em tecnologia para equilibrar conveniência e segurança.

A Honest Market BR, com mais de 600 unidades espalhadas pelo país, é um exemplo desse movimento. A empresa investe em ferramentas práticas e acessíveis ao franqueado. Hoje, o que compõe a camada de segurança oferecida pela marca é o monitoramento remoto em tempo real, feito por meio das câmeras instaladas pelo próprio franqueado, e o controle de acesso por QR Code no aplicativo, funcionalidade opcional.

As câmeras permitem acompanhar comportamentos suspeitos, e o franqueado pode gravar e armazenar as imagens para eventual uso como prova. Esse recurso torna o monitoramento mais eficiente, ajudando o operador a acompanhar a loja à distância e a agir rapidamente diante de qualquer irregularidade.

Segundo Murilo Specchio, CEO da Honest Market BR, a tecnologia tem papel decisivo na expansão sustentável do modelo. “Misturar tecnologia de ponta com operação local é o que nos permite crescer com segurança. Investimos em diferentes camadas para proteger o franqueado sem transformar a loja em uma experiência hostil para o cliente”, afirma.

Specchio explica ainda que os dados gerados pelos sistemas permitem acompanhar padrões de consumo e identificar pontos de risco. “Os relatórios ajudam o franqueado a entender quais categorias demandam mais atenção. O resultado é menos perda e mais confiança na marca, um ciclo virtuoso que sustenta a credibilidade do varejo autônomo”, completa.

De acordo com levantamento da NielsenIQ, os brasileiros visitam minimercados e pequenos varejos cerca de 74 vezes por ano, contra apenas 16 visitas anuais às grandes redes. E, segundo o estudo da AMLabs, o número de operações que já ultrapassam R$ 100 mil de faturamento mensal cresceu de forma expressiva nos últimos dois anos.