Morana cresce 16%, supera média do franchising e tem 60% das novas lojas abertas por franqueados da própria rede

Maior rede de acessórios femininos da América Latina avança acima do setor com expansão baseada na confiança do franqueado e na consistência operacional

Morana encerrou 2025 com crescimento total de 16%, desempenho superior ao avanço de 10,5% registrado pelo setor de franquias no mesmo período e bem acima da alta de 7,2% do segmento de moda, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

O resultado é reflexo de uma estratégia que combina expansão sustentável, ganho de performance nas lojas maduras e, principalmente, reinvestimento da própria base. Hoje, 60% das novas unidades da rede são abertas por franqueados que já operam a marca — um dos principais indicadores de solidez no franchising.

“Quando o franqueado decide investir novamente na mesma rede, isso é o maior sinal de confiança que podemos ter. Ele conhece a operação, passou pela curva de aprendizado e enxerga retorno no negócio”, afirma Marcio Ucha, head de expansão da Morana.

Com média de 40 inaugurações por ano, a marca pretende manter esse ritmo nos próximos ciclos.

Expansão que nasce da experiência

Os números ganham forma na trajetória de franqueados que optaram por ampliar sua presença dentro da própria rede.

É o caso de Vanessa Cunha Rezende Teixeira, franqueada em Brasília, que acaba de inaugurar sua segunda unidade.

“O que me motivou foi que a Morana é uma marca muito forte e com bons resultados financeiros. Aqui em Brasília é uma marca muito consolidada. Além disso, temos suporte da franquia em diversas áreas”, afirma.

Segundo ela, a experiência com a primeira loja foi determinante para a decisão. “O diferencial está na solidez da franquia, na transparência da marca e no bom resultado financeiro. Temos suporte em marketing, treinamento e operação. A Morana é uma marca conceituada, com excelente custo-benefício, variedade e qualidade.”

Em São Paulo, Pedro e Tatiana Iak seguem o mesmo caminho. À frente de uma unidade no Shopping Light, o casal se prepara para abrir a segunda loja, desta vez no bairro de Pinheiros.

“Investir na segunda unidade foi uma decisão natural, baseada em resultados concretos e aprendizado prático. A experiência com a primeira loja me mostrou a força da marca no mercado e a consistência do modelo de negócio”, afirma Pedro.

Para ele, a padronização e o direcionamento estratégico da franqueadora reduzem riscos na expansão. “Quando seguimos as estratégias orientadas pela rede, os resultados aparecem de forma estruturada e sustentável. Isso nos deu segurança para crescer.”

Tatiana reforça o papel do suporte contínuo. “Desde orientação de mix de produtos até campanhas de marketing e acompanhamento de resultados, existe um direcionamento que aumenta a previsibilidade. Você não cresce sozinho — cresce com uma rede consolidada ao seu lado.”

Crescimento acima da média e base multifranqueada forte

Além das novas aberturas, a Morana registrou crescimento de 9,9% nas lojas que já estavam abertas em 2024 e 2025, resultado de um trabalho individualizado sobre indicadores como tíquete médio, preço médio e mix de produtos.

A estratégia da marca passa por oferecer um portfólio amplo e democrático, capaz de atender diferentes perfis de consumidores e realidades regionais. A Morana opera tanto em shoppings de alto padrão quanto em centros comerciais mais populares, com um preço de entrada acessível, pensado para atrair o consumidor e ampliar o alcance da marca

“O Brasil é diverso, e nossa expansão respeita isso. Trabalhamos para que o produto Morana chegue a todo lugar, mantendo a marca acessível e relevante para diferentes públicos”, reforça o executivo.

Em números absolutos, a rede saiu de R$ 350 milhões de faturamento em 2024 mais de R$ 405 milhões em 2025. Atualmente, são 331 lojas ativas, operadas por 182 franqueados. Desses, 74 possuem mais de uma unidade — o que significa que 40,65% da base é composta por multifranqueados, reforçando a maturidade do modelo.

“Nosso foco é construir uma rede forte, rentável e de longo prazo. Quando quase metade dos franqueados decide crescer junto com a marca, isso diz muito sobre a consistência do negócio”, conclui Ucha.