De acordo com dados do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, o estoque de investimento direto do Brasil no país atingiu US$31,8 bilhões em 2023, mantendo o país entre as origens de capital que mais crescem no mercado norte-americano.
Para Fernanda Spanner, CEO da Spanner Consulting Group e International Business Advisor licenciada pelo IRS, o cenário reflete uma mudança estrutural na forma como profissionais e empresas brasileiras estão se posicionando no exterior. “O empresário que busca expandir fronteiras precisa de planejamento técnico e compreensão do ambiente regulatório americano. Não se trata apenas de abrir uma empresa fora do Brasil, mas de estruturar um modelo de negócios sustentável e adaptado à realidade local”, afirma.
Com unidades já em Nova York, Nova Jersey, Flórida, South Carolina e Massachusetts, a empresa projeta ampliar a atuação para outras regiões até 2026. O objetivo é consolidar uma rede de profissionais capacitados para atender empresários brasileiros que buscam operar ou migrar suas atividades para o mercado americano.
Segundo o Banco Mundial, as empresas brasileiras ainda gastam, em média, 1.501 horas por ano para cumprir obrigações tributárias, um dos índices mais altos do mundo. Esse dado, segundo a empresária, ajuda a explicar o interesse crescente em estruturas mais enxutas e seguras fora do país. “Os Estados Unidos oferecem menos burocracia e maior previsibilidade, mas não é um ambiente isento de riscos. A diferença entre sucesso e fracasso está no preparo e na adaptação”, destaca.
Fernanda estima que, até 2026, o modelo de franquias e parcerias representará parte significativa do seu portfólio global, impulsionando a padronização de processos e o intercâmbio técnico entre equipes de diferentes estados americanos. “A expansão internacional é uma etapa consolidada. Nosso foco agora é transformar esse crescimento em um ecossistema que conecte profissionais e gere valor de forma contínua”, conclui.






