Mudar de carreira exige mais do que coragem. Exige visão, método e disposição para começar do zero em um mercado completamente novo. Foi exatamente esse movimento que levou Melissa Alves Sávio, 36 anos, farmacêutica de formação, a se tornar franqueada da TZ Viagens, operando no modelo home office, na cidade de Barueri (SP). Em 2025, a empresária alcançou um faturamento próximo de R$ 15 milhões, resultado considerado fora da curva para o formato e para o próprio setor.
Após atuar por sete anos na indústria farmacêutica como analista de qualidade, Melissa percebeu que já não se sentia realizada profissionalmente. A mudança começou quando passou a atuar na área administrativa de uma empresa e assumiu a coordenação das viagens corporativas. Nesse processo, passou a lidar diretamente com políticas de viagens, pagamentos, logística e relacionamento com diferentes agências. “Foi aí que percebi o quanto o processo poderia ser mais eficiente e o quanto faltava um atendimento mais integrado”, relembra.
O contato diário com múltiplos fornecedores e a dificuldade de encontrar uma agência que atendesse todas as necessidades despertaram seu olhar empreendedor. Ao estudar modelos de franquia, encontrou na TZ Viagens o formato que faltava para transformar sua experiência prática em negócio. “A demanda já existia. O que eu precisava era de uma estrutura que me desse suporte, processos consolidados e acesso a fornecedores confiáveis”, afirma.
Um home office com escala corporativa
O formato home office não representou um limite para o crescimento — pelo contrário. Com foco no atendimento a empresas, Melissa estruturou a operação com disciplina financeira, controle rigoroso de processos e organização de backoffice. O principal desafio no início não foi crescer, mas garantir que a agência funcionasse de forma sólida, cumprindo todas as obrigações com clientes e com a franqueadora.
A profissionalização da gestão fez a diferença. Padronização de atendimentos, controle financeiro, organização de pagamentos, emissão de documentos e presença próxima nos momentos críticos das viagens corporativas ajudaram a construir credibilidade. Em 2025, os resultados começaram a se destacar dentro da rede, com a agência figurando entre as primeiras posições dos rankings internos da franquia. “Percebi que estava construindo um resultado fora da curva quando os números passaram a se manter acima da média mês após mês”, conta.
Segundo Paulo Manuel, CEO e fundador da TZ Viagens, o desempenho alcançado por Melissa reforça que o modelo home office pode, sim, operar em alto nível quando há método e gestão. “Existe um equívoco no mercado de associar performance à estrutura física. O que faz uma agência performar é planejamento, gestão eficiente, disciplina operacional e visão de negócio. O home office funciona — e funciona muito bem — quando o franqueado entende isso e executa com seriedade”, afirma. Ele destaca ainda que, quando bem estruturado, o formato oferece ganhos importantes de eficiência, agilidade e proximidade com o cliente.
O turismo corporativo como motor do crescimento
Atualmente, praticamente todo o faturamento da agência vem do turismo corporativo. O diferencial está na atuação consultiva e personalizada, alinhada às políticas internas de cada empresa. “O corporativo exige agilidade, objetividade e confiança. As empresas precisam de parceiros que entendam o negócio e não apenas emitam passagens”, explica Melissa.
O relacionamento próximo com os clientes, aliado à capacidade de oferecer soluções claras e eficientes, fortaleceu a recorrência e as indicações. “Os detalhes fazem a diferença. Atendimento contínuo, transparência e seriedade são essenciais para consolidar relações de longo prazo.”
Para sustentar o crescimento, o suporte da franqueadora foi decisivo. Ferramentas de gestão online, treinamentos recorrentes, apoio jurídico e fiscal, homologação de fornecedores e orientação estratégica permitiram escalar a operação sem perder controle. Com visão de longo prazo, Melissa planeja seguir aprofundando a profissionalização da agência, ampliar soluções para o mercado corporativo e, futuramente, expandir a atuação para o lazer. “O crescimento precisa ser sustentável.”
Para quem pensa em empreender no turismo, ela deixa um conselho direto: “Não existe momento perfeito. É preciso começar, aprender no caminho e seguir com disciplina, ética e responsabilidade. O turismo é um setor cheio de oportunidades para quem está disposto a trabalhar com seriedade.”






