O mercado de bebidas quentes busca alternativas para conciliar a praticidade de sistemas automatizados com os padrões de qualidade exigidos por consumidores de cafeterias. Nesse contexto, a Cheirin Bão desenvolveu uma linha de microfranquias baseada em equipamentos automáticos voltados ao preparo de cafés especiais coados e expressos, além de cappuccinos e chocolates quentes, destinados a empresas, escritórios, consultórios, indústrias, instituições de ensino e áreas de grande circulação.
Diferente de modelos tradicionais que utilizam insumos solúveis, as máquinas empregam grãos do Sul de Minas Gerais com pontuação superior a 84 pontos e selo de origem da Serra da Mantiqueira de Minas. As formulações foram adaptadas para o sistema automatizado, mantendo oito opções de bebidas com parâmetros e dosagens controlados de forma remota para assegurar a padronização.
O plano de expansão prevê um aporte de R$ 58 milhões ao longo de três anos, após um investimento inicial de R$ 5 milhões na estruturação do projeto. A meta estipulada pela franqueadora é instalar 3 mil equipamentos em território nacional nos próximos dois anos, somando 35 contratos iniciais e projetando atingir 100 franqueados até o final de 2026. A projeção de faturamento da rede para o ano é de R$ 550 milhões, após fechar 2025 com R$ 442 milhões.
Modelo de Operação e Custos
O formato de microfranquia exige investimento total a partir de R$ 80 mil, com vigência contratual de cinco anos que concede o direito de operação de até 30 máquinas. O modelo não cobra royalties nem taxas mensais de franquia, incluindo suporte operacional e treinamento comercial.
A operação divide-se em duas modalidades:
- Locação: O empreendedor atua na prospecção de pontos e gestão comercial, enquanto o envio de insumos, o suporte de abastecimento e a manutenção ficam a cargo da franqueadora.
- Operação Direta: O franqueado assume diretamente a gestão, o abastecimento e a administração dos equipamentos, com potencial de retorno financeiro superior.
As estimativas da rede indicam que uma estrutura com 30 máquinas no modelo de locação pode gerar um resultado líquido mensal próximo a R$ 15 mil. Na gestão direta, a projeção aponta para cerca de R$ 20 mil com dez equipamentos, podendo alcançar R$ 60 mil com 30 unidades. O prazo estimado de retorno do capital investido varia entre dez e 11 meses, dependendo da eficiência de operação, da localização e do volume de consumo.
Infraestrutura Tecnológica
Os equipamentos contam com conectividade em tempo real a uma central de controle por telemetria e inteligência artificial. O sistema permite monitorar o funcionamento, ajustar preços, alterar dosagens e tipos de bebida, além de prever demandas de manutenção. A expectativa técnica da companhia é solucionar remotamente entre 80% e 85% das ocorrências operacionais.






