Após demissão, ela usou a rescisão para fundar a Luah Semijoias e projeta R$ 21 milhões com franquias

Luana Cabral começou com vendas por revendedoras; até o fim do ano marca quer alcançar 25 unidades

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Quando foi demitida do cargo de gerente de uma loja de joias, Luana Cabral viu o que parecia um revés profissional se transformar em ponto de virada.

Com o dinheiro da rescisão e a venda de um carro, decidiu investir em um negócio próprio inspirado em uma referência próxima: a mãe, que havia trabalhado por 15 anos como revendedora de semijoias. Em 2013, ela fundou a Luah Semijoias na sala de seu apartamento em São Luís (MA).

A operação era simples: vender peças banhadas a ouro por meio de uma rede de revendedoras. Mais de uma década depois, o modelo evoluiu para uma rede de franquias que hoje soma 17 unidades em operação e projeta faturamento de R$ 21 milhões até o fim de 2026, com meta de chegar a 25 franquias ainda neste ano.

A ideia inicial era criar um negócio que funcionasse sem depender de uma loja física tradicional. “Minha intenção sempre foi criar uma rede de mulheres que pudessem revender o produto e gerar renda, sem depender da vitrine de uma loja”, afirma.

Aposta no relacionamento

Logo após decidir empreender, Luana embarcou em um ônibus rumo a Limeira, no interior de São Paulo, considerada um dos principais polos de joias folheadas do país. Com o capital inicial, comprou peças, embalagens personalizadas e mostruários, mesmo sem ainda ter revendedoras cadastradas.

O investimento deu certo. Em cerca de seis meses, por meio de indicações e divulgação boca a boca, a empreendedora conseguiu reunir 40 revendedoras.

O modelo ajudou a empresa a crescer rapidamente nos primeiros anos. O faturamento chegou a R$ 270 mil em 2016, operando apenas com vendas diretas.

Primeira loja e entrada no franchising

Em 2017, após retornar para Araguaína (TO), cidade onde cresceu, Luana decidiu abrir a primeira loja física da marca. A unidade marcou também a entrada do marido como sócio no negócio.

No mesmo período, uma parceira que atuava com revendas em São Luís demonstrou interesse em abrir uma loja e sugeriu transformar o modelo em franquia. A empreendedora passou cerca de oito meses estudando o mercado e estruturando o formato. A primeira franquia foi vendida logo depois.

Desde então, a expansão ocorreu principalmente por indicação de franqueados e parceiros. Hoje as17 unidades estão distribuídas entre Norte e Nordeste, além de 2,3 mil revendedoras ativas, responsáveis por grande parte das vendas.

Modelo de franquia

A rede opera com dois formatos principais de franquia. Um deles permite que o franqueado comece a operação em home office por até 12 meses, antes de abrir uma loja física. O segundo já inicia com ponto comercial.

O investimento inicial parte de R$ 110 mil, podendo chegar a R$ 248 mil no modelo completo. Segundo Luana, o crescimento da empresa tem sido deliberadamente gradual para garantir acompanhamento próximo dos franqueados.

“A expansão foi planejada de forma próxima. Queremos acompanhar as unidades e ajudar no desenvolvimento de cada franqueado”, afirma.

Vendas online

Outro passo recente da franquia foi o lançamento de uma loja online, criada para atender clientes fora das regiões onde a marca possui lojas físicas.

A iniciativa também busca fortalecer o reconhecimento da marca nacionalmente. Ainda assim, as revendedoras continuam responsáveis por cerca de 85% das vendas da empresa, mantendo vivo o modelo que deu origem ao negócio.

Com a combinação entre franquias, vendas diretas e e-commerce, a Luah Semijoias planeja continuar ampliando sua presença.