Indústria de balas investe em sustentabilidade

Publicado em 01/04/2016 por Imprensa

Uso de novas matrizes energéticas, iluminação natural, aproveitamento de água da chuva e compra de matérias-primas certificadas são algumas das inciativas das empresas ligadas à ABICAB

O setor de Balas & Gomas do Brasil reúne hoje mais de 15 grandes fábricas, em várias regiões do país, que geram cerca de 20 mil empregos diretos, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB). A indústria ocupa a quinta posição no ranking mundial de volume de vendas -- atingiu 353 mil toneladas em 2015, segundo o Euromonitor - ficando atrás apenas da China (1.507 mil toneladas), Estados Unidos (1.084 mil toneladas), Alemanha (419 mil toneladas) e Rússia (373 mil toneladas).


Pelo porte, relevância e atuação internacional – o produto brasileiro é exportado para 130 países --, o setor investe cada vez mais em boas práticas de sustentabilidade.  “O consumidor está atento à atuação das empresas e dá preferência para as marcas que contribuem para a preservação do planeta. Além disso, países desenvolvidos, para onde o Brasil exporta, tem exigências ambientais rigorosas, o que estimula o aprimoramento contínuo dos programas de sustentabilidade dos fabricantes brasileiros”, observa Getúlio Ursulino Netto, presidente da ABICAB.


Confira, a seguir, as principais iniciativas do setor em relação a práticas de sustentabilidade:


Docile – Nas plantas de Lajeado (RS) e Vitória de Santo Antão (PE) é realizada coleta seletiva, que se completa com parcerias para reciclar 97% dos resíduos sólidos gerados; foi obtida economia de energia com o projeto luminotécnico (uso de lentes prismáticas) nas áreas de produção e é realizado o reaproveitamento da água da chuva, além do tratamento de 100% dos efluentes gerados. O tratamento de todo efluente gerado na empresa é totalmente biológico, o que viabiliza a utilização do lodo gerado no processo para a produção de composto orgânico para adubação do solo.  


Embaré – De 2004 a 2015, a Embaré investiu mais de R$ 32 milhões em projetos com foco no meio ambiente, dos quais R$ 17 milhões somente em uma caldeira que substituiu a matriz energética, trocando combustível fóssil derivado de petróleo por combustível renovável por biomassa, derivada de eucalipto, comprada na região centro oeste de Minas Gerais. A caldeira instalada em 2014 reduziu significativamente o custo de produção, eliminou a emissão de metais pesados para o meio ambiente e proporcionou desenvolvimento de um novo segmento no mercado regional, comercialização de biomassa. Este empreendimento está diretamente associado aos princípios de sustentabilidade ambiental e responsabilidade social.


Ferrero - O Grupo Ferrero foi primeiro membro Bonsucro a receber o Prêmio de Liderança Bonsucro, em 2014.  Bonsucro é uma associação criada com o objetivo de reduzir os impactos ambientais e sociais da produção de cana-de-açúcar, por meio do desenvolvimento de um padrão e programa de certificação para transformar a indústria da cana. Do volume total de açúcar da Ferrero em 2013, 25% foi proveniente de cana de açúcar refinado. Trabalhando em estreita colaboração com os seus parceiros da cadeia de suprimentos, 10% da cana-de-açúcar do Grupo Ferrero foi de origem sustentável em 2014. E a previsão é aumentar para 40% até 2016, 70% em 2018, para chegar à meta de 100% até 2020. A Ferrero foi a primeira empresa a envolver a sua cadeia de fornecimento e compra no programa Bonsucro Certified Sugar para o embarque físico do açúcar do Brasil para a UE e Canadá.


Mondelēz Brasil -  Na fábrica de Bauru (SP), onde Halls, Trident, Chiclets, Bubbaloo, Clorets e Plets são produzidos, a adoção de máquinas e equipamentos de alta eficiência com iluminação 100% com lâmpadas LED levou a uma redução de 2.450.000 KWh e 97.000 kg de CO2. Esses números equivalem ao consumo por mês de 15.605 residências, 78 mil pessoas e 970 carros. Para reduzir o uso de água, a companhia também investiu na adoção de máquinas e equipamentos de alta eficiência somada à gestão de operação e processos de limpeza. A ação gerou uma economia de 3,5 milhões de litros de água em 2015, correspondendo ao consumo de 159 residências, 6.481 pessoas e 1400 piscinas. A planta de Bauru aceitou o desafio de se transformar em um modelo da cultura de sustentabilidade e planeja implementar 100 ações com esse objetivo para se tornar uma referência.


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Palavras-chaves: Franquias , Franquias de balas , Sustentabilidade , Pesquisas , Economia e Mercado