IAV-IDV fecha setembro com queda de 7,4% e atinge o pior desempenho desde o início de sua medição

Publicado em 29/10/2015 por Imprensa

Para outubro e os próximos dois meses, os associados do IDV indicam a continuidade da retração no faturamento real, com quedas de 2,62% em outubro, 2,26% em novembro e 2,53% em dezembro

O atual cenário econômico e político do Brasil tem derrubado as vendas no varejo. Novamente, o IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas) registrou queda nas vendas reais em setembro, desta vez de 7,4%, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, atingindo seu pior desempenho desde o início da medição, em outubro de 2007. Este resultado deve-se, principalmente, à instabilidade e à deterioração dos principais indicadores econômicos que direcionam o consumo. O índice é calculado com base nas projeções dos associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo).


Em agosto, o IAV-IDV fechou com queda real de 7,2%, antecipando novamente em um mês o resultado da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgado em 14 de outubro pelo IBGE. Este resultado foi 0,3 ponto percentual abaixo da estimativa do IAV.


Para este e os próximos dois meses, os associados do IDV indicam a continuidade da retração no faturamento real, em comparação com os mesmos períodos do ano anterior, com quedas de 2,62% em outubro, 2,26% em novembro e 2,53% em dezembro.


Todos os segmentos tiveram decrescimento de vendas em agosto, mas novamente o de bens duráveis foi o que mais colaborou com o resultado negativo do índice, com queda nas vendas de 12,7%. O IAV-IDV ainda aponta decrescimento neste setor para outubro, novembro e dezembro, de 3,4%, 2,9% e 2,1%, respectivamente.


Já o segmento de semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, apresentou queda real de 6,2% em setembro. A expectativa para os próximos meses, em relação aos mesmos períodos do ano anterior, é de quedas de 3,1% em outubro, 5,6% em novembro e 1,9% em dezembro.


O segmento de bens não duráveis, que responde em sua maior parte pelas vendas de super e hipermercados, foodservice e perfumaria, apresentou queda de 4,8% das vendas realizadas em setembro. O cenário para os próximos três meses é de continuidade de decrescimento, com quedas de 2% em outubro, 0,5% em novembro e 3,1% em dezembro, na comparação anual.


“A deterioração dos pilares macroeconômicos que direcionam o consumo tem influenciado diretamente para o baixo desempenho do varejo desde o 3º trimestre do ano passado. Com agravamento do cenário em 2015, o IAV-IDV já acumula no ano, até setembro, retração real de 2,6%. Já o resultado do 3º trimestre de 2015, comparado com o mesmo período de 2014, aponta decrescimento de 5,9%”, comenta Luiza Helena Trajano, presidente do IDV.


A inflação de setembro medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apontou variação de 0,54% no mês, ficando 0,32 ponto percentual acima da taxa de 0,22% registrada em agosto. No acumulado do ano, até agosto, o índice situa-se em 7,66%, acima do registrado no ano passado, quando o acumulado até setembro apontou 4,61%.


O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou nova queda em setembro, em comparação com o mês anterior, chegando ao patamar de 76,3 pontos e batendo novamente o recorde negativo da série histórica, iniciada em setembro de 1995. As duas variáveis que compõem o índice apontam que o ISA (Índice da Situação Atual) caiu para 67,1 pontos, e o IE (Índice de Expectativas) caiu para 81,1.


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Palavras-chaves: Franquias, Crise Econômica, Pesquisas, Economia e Mercado