Capital paulista registra alta no faturamento do comércio eletrônico no terceiro trimestre de 2016

Publicado em 20/01/2017 por Imprensa

Segundo pesquisa da FecomercioSP em parceria com a Ebit, 15 das 16 regiões do Estado de São Paulo apuradas pela Entidade, apresentaram queda no faturamento do período

Depois de apresentar recuperação no faturamento em algumas regiões do interior paulista no segundo trimestre, o comércio eletrônico em 16 regiões do Estado de São Paulo, incluindo a região metropolitana de São Paulo (RMSP), apresentou queda em 15 delas no terceiro trimestre de 2016. Os dados são da pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), realizada por meio do seu Conselho de Comércio Eletrônico, em parceria com a Ebit. De julho a setembro, apenas a Capital (17,9%) registrou elevação no faturamento na comparação com o mesmo período de 2015. Os destaques negativos foram observados nas regiões de Marília (-37,3%), Taubaté (-31,4%) e Litoral (-30,3%). 


A Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico FecomercioSP/Ebit (PCCE) traça as comparações entre o faturamento mensal do e-commerce e das lojas físicas no Estado, segmentadas em 16 regiões. Também são disponibilizados dados de números de pedidos, tíquete médio e variações reais das vendas do setor. 


Entre as dezesseis regiões paulistas, as maiores participações do e-commerce no varejo foram observadas na Capital (3,6%), Litoral e Araraquara, ambas com 2,3%, e ABCD (2,2%). Já as de menor representatividade foram Ribeirão Preto (1,5%), Sorocaba, Jundiaí e Marília, todas com 1,6%. No Estado de São Paulo, essa participação foi de 2,4%. 


Com relação ao tíquete médio, os maiores valores por pedido foram registrados nas regiões de Araraquara (R$ 471,72), Sorocaba (R$ 427,54) e São José do Rio Preto (R$ 427,09). Em contrapartida, os menores valores foram vistos nas regiões do ABCD (R$ 345,61), Osasco (R$ 347,49) e Capital (R$ 353,01). Já a despeito do número de pedidos, as regiões da Capital (4,5 milhões), Campinas (646 mil) e Osasco (583 mil) apresentaram os maiores resultados no terceiro trimestre de 2016. Por outro lado, as regiões que registraram os menores pedidos foram Araçatuba (99 mil), Presidente Prudente (127,2 mil) e Marília (127,3 mil). 


Para a Assessoria Econômica da FecomercioSP, a desaceleração das vendas do varejo vem sendo sentida tanto no varejo físico como no varejo eletrônico, reflexo dos efeitos da inflação elevada, dos juros altos, da escassez de crédito e do aumento do desemprego. 


O faturamento do comércio eletrônico no Estado de São Paulo registrou queda de 6,6% no terceiro trimestre, de 4,4% no acumulado do ano e 4,6% no acumulado dos últimos 12 meses até setembro, o pior resultado da série histórica. Já o varejo paulista exibiu crescimento de 1,7%, leve recuo de 0,7% e queda de 2,8% nas vendas nessas mesmas bases comparativas. 


Parte desse comportamento diverso pode ser explicado, segundo a Federação, pela forte base de comparação, já que o comércio eletrônico passou a sentir os efeitos da crise com maior intensidade em meados de 2015, enquanto o varejo paulista já apresentou queda nas vendas em 2014. Além disso, a variedade de produtos comercializados nas operações realizadas pela internet (que concentra uma parcela razoável de produtos eletroeletrônicos e eletroportáteis), tende a apresentar uma demanda mais elástica que itens de primeira necessidade, tais como alimentos e medicamentos. Por esta razão a recuperação acontece, no primeiro momento, no varejo físico.


Desempenho estadual


Após registrar alta no segundo trimestre de 2016, o comércio eletrônico voltou a apresentar queda no faturamento real (já descontada a inflação) no terceiro trimestre do ano passado. No período, o setor faturou R$ 3,4 bilhões, retração de 6,6% na comparação com o mesmo período de 2015. Já no acumulado do ano até setembro, o faturamento do setor registrou queda de 4,4% e em 12 meses retração de 4,6%, o pior resultado da série histórica. 


A participação do e-commerce nas vendas do varejo paulista no terceiro trimestre ficou em 2,4%, leve queda de 0,2 ponto porcentual (p.p.) na comparação com o mesmo período de 2015. Com relação ao número de pedidos, o montante subiu 1,4%, passando de 9,076 milhões para 9,201 milhões. 


O valor médio por pedido registrou queda de 7,9% no terceiro trimestre de 2016, passando de R$ 404,41 no mesmo período de 2015 para R$ 372,63. 


Para a Assessoria Econômica da FecomercioSP, a desaceleração das vendas do varejo vem sendo sentida tanto no varejo físico como no varejo eletrônico e isso é reflexo da inflação elevada, dos juros altos, da escassez de crédito e do aumento do desemprego. 


O faturamento do comércio eletrônico registrou queda de 6,6% no terceiro trimestre, de 4,4% no acumulado do ano e 4,6% no acumulado dos últimos 12 meses até setembro, o pior resultado da série histórica. Já o varejo paulista exibiu crescimento de 1,7%, leve recuo de 0,7% e queda de 2,8% respectivamente nas vendas nessas mesmas bases comparativas. Parte desse comportamento diverso pode ser explicado, segundo a Federação, pela forte base de comparação, já que o comércio eletrônico passou a sentir os efeitos da crise com maior intensidade em meados de 2015, enquanto o varejo paulista já apresentou queda nas vendas em 2014. Além disso, a variedade de produtos comercializado nas operações realizadas pela internet (que concentra uma parcela razoável de produtos eletroeletrônicos e eletroportáteis), tende a apresentar uma demanda mais elástica que itens de primeira necessidade, tais como alimentos e medicamentos. Por esta razão a recuperação acontece, no primeiro momento, no varejo físico. 


Nota metodológica


A Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico FecomercioSP/Ebit (PCCE) para o Estado de São Paulo é realizada com dados fornecidos pela Ebit e permite análise sobre a participação do comércio eletrônico no varejo paulista. As informações são segmentadas pelas 16 regiões definidas pelas Delegacias Regionais Tributárias que englobam todos os 648 municípios paulistas e abrangem todas as atividades varejistas constantes do código CNAE 2.0.


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Palavras-chaves: Franquias, E-commerce, Crise Econômica, Pesquisas, Economia e Mercado